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Quotando a wiki da empresa: "A Netflix revolucionou a produção de séries de TV fazendo o oposto do que fazem os estúdios tradicionais. A empresa não interfere no conteúdo das séries. Se o roteiro for aprovado, vão direto para a etapa de produção, eliminando o tradicional processo de desenvolvimento, em que a série tem de se adaptar ao estúdio. As séries são realmente originais.
Também, enquanto os canais de TV mantêm a audiência cativa lançando um episódio por semana e com pausa no meio das temporadas, a Netflix deixa todos os capítulos disponíveis de uma só vez. Os espectadores assistem quando e o quanto quiserem."


Por isso, a Netflix vem ganhando cada vez mais e mais destaque no quesito "produção de séries". House of Cards foi o primeiro sucesso estrondoso, seguido da maravilhosa Orange is the new Black (que é tão <3 que até kinda of inspirou o nome do blog que você está lendo agora). Muitas outras foram lançadas nesse meio tempo como BoJack Horseman, Hemlock Grove, Marco Polo, Unbreakable Kimmy Schmidt, Bloodline, Marvel's Daredevil; e as canceladas por outros canais, mas que ganharam novas temporadas pela Netflix, como Arrested Development, The Killing e Star Wars: The Clone Wars, só para citar as mais famosas.


Não assisto a todas, mas se foram renovadas, prova-se que ganharam o carinho do público. E para ganhar o carinho do público elas precisam ser ótimas, porque, você sabe, essa é uma indústria cruel e se o conteúdo não for bom o suficiente para atrair as pessoas, então não há motivo para gastar dinheiro com isso.

Um dos últimos lançamentos da empresa foi a comédia "fofinha" da terceira idade, Grace and Frankie.


A série é focada nas personagens-título: duas senhoras na casa dos 70 anos, que descobrem que seus maridos, além de amigos e colegas de trabalho há muitos anos, são amantes. E não apenas isso, eles estão apaixonados e querem o divórcio para poderem oficializar a relação deles, agora que o casamento homoafetivo é legal. Depois da revelação, as duas decidem "tirar um tempo" na casa de praia que as famílias dividem, então são obrigadas a conviver uma com a outra.

Grace Hanson, interpretada pela maravilhosa Jane Fonda, é uma mulher fina e elegante da alta sociedade, vista como uma pessoa fria e insensível. Trabalhou muito a vida inteira, construiu uma empresa praticamente sozinha e era dessas workaholics que não dão muita atenção à família. Inclusive, seu casamento nunca foi algo muito "pessoal", apesar dela e Robert tentarem se amar.

A incomparável Lily Tomlin interpreta Frankie Bergstein, e é o completo oposto. Hippie, vegetariana, natureba, mente aberta, amável e apaixonada por Sol, seu marido por 40 anos. O nome dos seus filhos são Coyote e Nwabudike, então você já tem uma ideia do quão maluquinha paz e amor ela é.



Essas duas mulheres têm suas vidas totalmente modificadas quando tudo já parecia certo e definido. As reações delas com a situação são distintas, visto que são pessoas completamente diferentes, mas uma acaba apoiando e dando força à outra nesse momento delicado, e a amizade que surge é inevitável.

O humor da série é leve e apimentado, sarcástico... e eu diria até mesmo um pouco negro.

Os filhos têm seus próprios conflitos, tanto em seus círculos pessoais quanto entre eles mesmos. Minha preferida é Brianna Hanson, filha de Grace e Robert. Ela é uma mulher forte, determinada, com um humor totalmente ácido. É também bastante solitária, mas se não fosse isso, não teríamos os momentos mais memoráveis da série (eu acho, pelo menos).



O relacionamento de Robert e Sol também é uma graça - mesmo sendo dois babacas que enganaram as esposas durante vinte anos... mas vá lá, é compreensível pela época e sociedade na qual eles viviam.



Assisti a série toda em uma semana, acho. Não sei o motivo de ter enrolado tanto, porque além dos episódios serem curtinhos, com cerca de 25 minutos, dei muita gargalhada e poderia muito bem ter visto tudo em um dia só.

Então fica aqui minha recomendação de hoje: Grace and Frankie, para relaxar, dar risada e pensar sobre o futuro. Bom divertimento! o/
Ah, Sense8! Como esperei por você. Como ansiei por você. Desde que o Fabrizio mostrou o trailer, sei lá quanto tempo atrás, eu literalmente contei os dias até a estreia. Vi os trailers inúmeras vezes e isso foi meio que uma merda, porque eu, com minha cabecinha desgraçada, já montei todo um roteiro do que devia acontecer na série com a premissa mais genial de todos os tempos desde Lost!


Falando em Lost, amantes de Sayid (como eu) vibraram ao ver Naveen Andrews no elenco. Aliás, isso deve ter sido um fator importante para a minha pré-paixão pelo seriado.


Sense8 é a coisa mais maluca e genial que vi nos últimos tempos. São 05h da manhã no momento em que escrevo isto e faz meia hora que terminei de ver o décimo segundo dos doze episódios que foram liberados, bem, hoje =B

Ela não é boa a ponto de fazer alguém normal sentar a bunda num sofá e ver 12 horas seguidas de conteúdo, mas eu sou maluca - e estava viciada na minha ideia genial de roteiro, não esqueçam disso. Os episódios são longos, tendo em média 50 minutos, e se arrastam se você não estiver ansioso pela próxima cena, quando eles finalmente vão se encontrar e lutar contra o crime. Pausei minha maratona apenas três vezes: duas para comer, uma para tomar banho, e fiz tudo o mais rápido possível só para voltar logo para Sun, Riley, Kala, Nomi, Amanita, Lito, Hernando, Daniela, Will, Wolfgang, Capheus e Jonas. Não se assuste, tem mais de oito personagens aí, mas é porque cada um dos sensates tem sua própria história, além da trama principal, o que me fez ficar um pouco decepcionada.


Vou contar o que eu imaginava que seria: essas oito pessoas totalmente desconhecidas uma para a outra, por algum motivo misterioso agora estavam conectadas, podendo não apenas falar "pessoalmente" umas com as outras estando fisicamente em países diferentes, mas também sentir o que os outros sentiam e acessar os conhecimentos dentro da cabeça deles. "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades", já diziam, então é óbvio que algum grupo de inimigos poria os sensates em perigo, querendo matá-los. E como cada um é de um lugar do mundo, obviamente dariam um jeito de irem todos para o mesmo lugar, montariam um grupo e lutariam contra os bad boys. Genial! Seria uma versão melhorada do grupo de Power Rangers, misturado com os poderes de X-Men e o mistério de Lost. Ação pura!

Bom... não é o que acontece. O que nós temos é um mistério de Lost made in China, misturado com todos os filmes do Quentin Tarantino e uma pitada de... ahn... não sei. Pense em algo meio ridículo. Tipo, com cenas de ação clichês, tiradas clichês e coisas impossíveis acontecendo como se fosse muito natural. E muito sexo. E muitas drogas.

Os personagens são legais, preciso dar credito. Eles são facilmente apegáveis. Eu com certeza já amo Sun, Hernando, Lito, Amanita, Wolfgang e Capheus do fundo do coração. Os outros são ok, também. Não tem um que eu não goste, mas Will é o típico herói americano, e isso me noia um pouco. Por que o mundo sempre tem que ser salvo por um herói americano? Ainda mais se ele for policial, aí é uma regra mesmo. Ele é o principal vínculo de conexão com Jonas Maliki (Naveen Andrews), o "pai" do grupo. Sua trama pessoal é basicamente nula, e seu papel principal é "liderar" os sensates. E isso é uma droga, mas tá. Ele parece ser o mais "poderoso" deles, tendo essa... coisa sensitiva desde criança, mas não ficou bem explicado.


Riley é a típica menina problemática que é salva pelo herói americano, e isso me noia também. Mas tirando essa parte, gostei bastante dela, principalmente sua relação tchutchuca com o papai <3 tão bonitinhos. Ela é DJ e sua trama é baseada em algum segredo tenso do passado que a fez sair da Islândia, onde nasceu e cresceu, e ir morar em Londres, onde se mete com as pessoas erradas e acaba presenciando um crime. E é claro que os bandidos a perseguem querendo a droga e o dinheiro que ficaram com ela sem querer no meio da confusão.


Nomi é genial. Adorei terem colocado uma trans como protagonista, adorei terem dado a essa trans uma namorada mulher e adorei em absoluto eles baterem tanto na tecla do preconceito, porque sim, isso precisa ser mostrado e falado. Mas ter tantas cenas de sexo entre Nomi e Amanita me deixou meio bolada. Não era necessário. Não colocaram tantas cenas de sexo entre casais héteros, nem entre o casal homossexual masculino da história, maaaas tudo bem, relevei porque eles pegaram uma atriz trans para o papel, então compensa <3

Sua trama é, talvez, a mais bacana. Ela é a primeira "sequestrada" pelos inimigos e precisa lutar para fugir e se salvar, ainda sem ter muita ideia do motivo pelo qual está sendo caçada. Nita, a namorada fiel-escudeira-de-cabelos-maravilhosos-totalmente-apaixonada é sua principal ajudante, disposta a qualquer coisa. E em meio a tudo isso, Nomi ainda precisa lidar com o preconceito da própria mãe, que se recusa a chamá-la de qualquer coisa que não seja Michael, seu nome de batismo. Eee, mais além disso, é uma hacker foda, então é peça importante na batalha contra a organização do Mr Whispers.


Kala, a indiana fofa, é meio sem sal. Shippei muito ela e Wolfgang, mas toda vez que Rajan aparecia e falava coisas lindas, eu não entendia como ela não podia amá-lo (mentira, entendo sim, mas Rajan <3 ). Ela é uma farmacêutica e sua trama é basicamente toda em volta do seu casamento com um homem que ela não ama. Ela usa suas skills químicas para ajudar os outros algumas vezes, mas tirando isso... não faz grandes coisas além de reclamar que está prestes a se casar com alguém sem ter amor. Mas preciso mencionar que suas ideias sobre ciência e religião me deixaram emocionada.


Wolfgang. Oh, Wolfie. Por que tão sexy? Único nu frontal masculino da série, que está gerando o que falar ("OMG! Um pênis!" e essas coisas). Ele é o típico anti-herói que todos amam. Wolfgang não é um homem bom e correto, ele é um criminoso, mas mesmo assim todos quer um Wolfie em suas vidas. Ele teve uma infância problemática com um pai abusivo e se tornou um adulto violento, mas querido (isso é possível, sim senhor). Rouba, bate, mata, e ainda assim ganhou meu coração sendo tão protetor com seu amigo de infância. Além de ser alemão, porque alemães <3

Sua trama envolve toda uma "máfia" da qual ele meio que faz parte, com seu tio sendo o "Poderoso Chefão" e seu primo invejoso arranjando encrenca com ele. É interessante, mas meio clichê de filmes de mafiosos, ladrões e essas coisas.


Lito. Oh, Lito. Por que tão sexy²? Lito e Hernando são as coisas mais jksfkndkfhdg da série inteira. Shippei muuuuito, sofri muuuuito e amei muuuuito. Os dois, junto de Daniela, com certeza formam o núcleo cômico de Sense8, e adorei terem colocado esse "tempero mexicano" na produção. Quase tudo tinha ar de novela mexicana quando a história era focada neles (a propósito, a série toda é assim: o núcleo indiano tem clichês de filmes indianos, o coreano a mesma coisa, o alemão também e assim por diante. Esse é um ponto bastante interessante do seriado).

Lito é um ator mexicano gay, que precisa esconder sua sexualidade se quiser continuar sua carreira de "herói" nas telinhas. Seu namorado secreto, Hernando (Alfonso Herrera... sim, aquele de RBD), é o personagem mais fofinho de Sense8, e eles conseguiram me fazer sentir o amor que aqueles dois personagens têm um pelo outro.

Lito é meio apagado na grande trama, mas ajuda algumas vezes com suas skills de ator e mentiroso profissional.


Capheus é meu amorzinho. Tão querido, tão simples, tão fodido. Geralmente me apego a essas personagens fodidas. A relação dele com sua mãe é linda, a relação dele com o amigo Jela é linda também. Até a relação dele com Amondi é fofa. Ele é sempre aquele alívio, em comparação aos outros sensates sempre tão sérios e tensos. Sinto algo zen e bonito quando ele começa a falar com seu jeito querido e humilde. Ele parece ser o melhor a aceitar essa "conexão" misteriosa, não lembro de tê-lo visto desesperar ou achar que estava ficando maluco em momento algum, como os outros.

Capheus é fã de Jean Claude Van Damme e dirige um ônibus chamado "Van Damn" em homenagem ao ídolo. Morando em Nairóbi, no Quênia, ele leva uma vida muito humilde e simples. Sua mãe está morrendo graças a AIDS e ele faz de um tudo para conseguir os medicamentos necessários para ela, inclusive se meter com os traficantes e criminosos da região, botando a própria vida em risco.


E por fim, mas definitivamente não menos importante, a linda Sun. Sun é coreana e minhas comparações com Lost começam aí, desculpa gente. Mulher coreana, chamada Sun, rica, com um pai dono de uma grande empresa, que convive com o machismo na família, mas quer se libertar e tem um segredo. Tirando () isso, as duas não tem nada a ver. Sun-Sense8 é uma empresária, vice-diretora da companhia do pai, mas não tem o reconhecimento que merece exclusivamente por ser mulher. Seu irmão mais novo é um completo babaca riquinho que leva todo o crédito exclusivamente por ser homem. Lá pelas tantas, as autoridades descobrem que alguém na empresa está roubando dinheiro e ela precisa decidir se assume a culpa para não prejudicar a família - que sempre a desprezou -, considerando que será presa se fizer isso.

Ela é, talvez, a minha preferida. Tem esse ar de mulher frágil, pequena, magrela... mas luta que é uma beleza! Acho que das quatro mulheres, ela é a mais forte tanto fisicamente quanto psicologicamente.


Como disse, cada um deles tem sua própria trama e são ajudados ou influenciados pelos outros sete sensates ao longo das próprias jornadas. Nada de Power Rangers lutando por sobrevivência e justiça. Apenas 8 pessoas "comuns", com problemas "comuns", lutando cada uma a sua batalha - o que não deixa de ser importante, afinal de contas. Meio boring para quem estava esperando algo mais... fantástico?! Mas inegavelmente real. E isso não significa que eles não partilhem experiências... hmmm... singulares.



Esperei ansiosamente pelo momento em que eles fossem se encontrar pessoalmente - e provavelmente foi o que me deu fôlego para assistir tudo em um dia só -, então fiquei frustrada no final. Mas, apesar disso, achei bom. Eles não precisam estar no mesmo lugar, pois estão sempre conectados. E se for renovada e tiver outra temporada, espero sinceramente que eles comecem a focar na mesma batalha contra Whispers e sua organização do mal, e deixem suas brigas e dramas pessoais de lado. Não precisam ir todos para o mesmo lugar, mas por favor, um pouco de foco e respostas não vão fazer mal a ninguém.

Ponto positivo: adorei terem usado atores dos países em questão (em sua maioria, é verdade... Miguel Ángel Silvestre é espanhol e não mexicano, Aml Ameen e Tuppence Middleton são ingleses, e não queniano e islandesa, respectivamente), mas me incomodou muito não falarem em suas línguas originais. Entendo que seria uma dificuldade maior no sentido técnico e comercial, ok, ok... podemos usar essa desculpa... mas mesmo assim, eles podiam falar coreano, hindi, suaíli, islandês, espanhol, alemão pelo menos enquanto conversavam com pessoas de fora do círculo "sensate", né?

Tecnicamente a série está cheia de erros de continuidade, mas mais uma vez, entendo que deve ter sido absurdamente difícil gravar a cena em uma locação e depois a mesma cena, do mesmo jeito, com os mesmos atores, em outra. Errinhos compreensíveis que não influenciam no resultado final, mas talvez incomodem alguns dos espectadores mais observadores (ou chatos, como eu).

Já o som... ninguém realmente liga para o som, mas... ah, dane-se, preciso falar do som! É primoroso! Não apenas os grandes efeitos sonoros, mas os pequenos detalhes. Deve ter sido demais editar o som de Sense8! Ouvi até um Wilhelm Scream (sou dessas toscas que começam a rir quando ouvem esse grito, hehe). Inclusive - não que tenha algo diretamente relacionado, mãs - a cena mais bonita, na minha opinião, é aquela que conecta os oito sensates pela primeira vez ao mesmo tempo. E isso acontece através de uma música:






Apesar de ter sido muito crítica - talvez? -, gostei bastante da série. Não era o que eu esperava, então deixando de lado minhas frustrações pessoais, ela foi muito bem feita e muito bem bolada. Faltou alguma coisa, mas acho que isso se explica com uma frase que li por aí (não lembro onde, agora, desculpa): ela parece na verdade um grande piloto de 12 horas. Parece uma apresentação, uma preparação para algo maior que está por vir. Então, esperemos que seja renovada, amém.

Pelo que vi na internet, a recepção do público parece ter sido boa. É um pouco confusa no começo apresentando tantos rostos e nomes novos, e te lançando dezenas de perguntas, mas normal, né. As únicas reclamações que vi foram disso, de pessoas que acharam "chato" porque não estavam entendendo nada. Mas aos poucos você vai tendo as respostas, não desista tão rápido! E que comecem as teorias malucas!
Finalmente assisti! Tem só quatro fucking episódios de 20 minutos cada um, então não sei o que me impediu de ver essa série antes (cofcofpreguiçacofcof).

Não sou nenhuma perita em séries, não vejo 479 ao mesmo tempo como o Fabrízio e a Giana - só citando duas pessoas que conheço que teriam mais propriedade para falar de séries do que eu -, mas considero que entendo alguma coisa pelas 20 e poucas que vejo atualmente (deixei marcadas no orangotag algumas que quero continuar vendo, mas não sei se meu desejo se tornará realidade algum dia, tipo Dexter e Breaking Bad... yeah, yeah, I know, leave me alone, bitch!) e tantas outras que já vi e editei na vida.

Mas vamos confessar? Vaaamoooos: só resolvi assistir essa por causa do Daniel. Radcliffe, se você não souber quem é o Daniel do qual estou falando. E se mesmo assim não souber, imagino que sua vida seja triste demais para podermos recuperá-la...

(Ou você é um extraterrestre. Nesse caso - e só se você for bonzinho tipo "ET" e não tipo "Sinais" - pode entrar em contato comigo, vou adorar te conhecer!!!)

Divaguei.

Pois bem: A Young Doctor's Notebook é uma série... surpreendente. Não do tipo que fez meu queixo cair no peito a cada segundo ou ficar "OMG COMASSIM ELE MORRE ELA MORRE TODOMUNDOMORRE PQQQQ NÃO PODEEEE YYYYYYY VIDAAAAAA??"... é mais normal e sutil, ok?!

Se você cresceu assistindo Harry Potter, como eu, provavelmente vai adorar a atuação tão não-Potter do Daniel. Ele cresceu e, definitivamente, ganhou minha admiração depois desses quatro lindos, angustiantes, engraçados e depressivos episódios. Sim, adjetivos bem contraditórios porque... sim.

Mas deixa eu falar um pouquinho do que se trata a série:

I swear!

Láááá em 1917 um jovem médico recém formado é enviado para trabalhar numa cidade no cu da Rússia. Não, na verdade é depois do cu da Rússia. É em Muryevo. Demora mil duzentos e setenta e quatro dias para chegar lá e a cidade mais próxima, Grachevka, fica a trezentos dias de distância andando - ou algo assim, não lembro os números exatos. Detalhe: no meio da neve, é claro, durh, estamos na Rússia.


Uma enfermeira, uma parteira e um... dentista? Sinceramente não entendi ainda qual é a profissão do tio tagarela e inconveniente, mas deve ser tipo isso porque ele arranca dentes o tempo todo. Enfim. Essas três pessoas já têm anos de experiência e já trabalham nesse hospital quando Young Doctor chega - e eram colegas do memorável e recém falecido doutor Leopold não-consigo-parar-de-repetir-essa-caralha-de-nome Leopoldovich - então eles sacam, assim de cara, que Héri Potah é um piá de prédio (se você não for curitibano fica difícil me entender... mas não tem melhor definição do que "piá de prédio". Sério.), entretanto, os tios são legais e ajudam o jovem e inexperiente doutor, levemente obcecado pela tal da sífilis - que está em todo lugar. É verdade. Passe álcool gel nas mãos depois de assistir cada um dos episódios, só por precaução.

Então nosso herói - que não tem nem barba na carinha de HP - de animado e pimposo, passa para desesperado e nervoso ao descobrir que é um lambe cueca dos grandes quando precisa lidar com sangue e ossos de verdade.

Falando assim soa meio boring, mas juro que não é. E digo porque: 1) na primeiríssima cena vemos esse mesmo médico, mais velho...

... alto...

... virado em Jon Hamm (que, aliás, com o perdão da palavra: CARALHO SEU LINDO GOSTOSO), completamente ruined. E conforme os episódios vão sendo vistos, você vai descobrindo como e porquê ele chegou àquilo.


E 2) algo que eu, pessoalmente, achei uma sacada genial e maravilhosa, foi não apenas mostrar o médico velho lendo o diário e lembrando do que aconteceu, mas interagindo com as memórias. Sim! Young Doctor e Old Doctor trocam uma pá de ideias o tempo todo! É lindo!!!


Resumindo: a série parece tediosa, mas não é. É engraçada de um jeito (quase) natural. Não tem muitas piadas prontas, a grandessíssima maioria é geralmente de predominância (redundância poka é bobagi) do tipo de humor negro tão negro que você até se sente mal por achar engraçado. Ou não, se você for um psicopata. (Como eu provavelmente sou, porque não sinto um pingo de culpa, heh.)

Aí você vê isso:


E me pergunta: como deabo uma série com um cartaz desses pode ser cômica????

E eu te respondo:


Ainda não vi a segunda temporada, não tem no Netflix (e tenho preguiça - e dó... é pirataria, sabia?! - de baixar... julguem-me a vontade), mas quero muito! Porém... descobri que só tem mais a segunda temporada e ela foi cancelada.

Apenas mais quatro episódios inéditos e lindos para manter
a chama do amor acesa no meu peito dramático.

Se você procura por algo rápido, sangrento e divertido (há controvérsias...) para assistir enquanto espera o próximo episódio de Game of Thrones no domingo, aconselho!
... mas eu não assisti. E não irei. Eu tenho força e não... vou... assistir...

Mas no domingo finalmente começou a 5º Temporada de Game of Thrones e agora podemos ser felizes novamente, por alguns poucos meses, pra depois ter que esperar quase um ano de tristeza e solidão.

Comecei a assistir a série um pouco depois dos meus amigos e antes de fazer BOOM! Hoje honestamente ainda me assusto com a quantidade de pessoas que foram tocadas por Westeros. Outro dia enquanto trabalhava um fotógrafo falou que no próximo mês ele vai viajar pra Nova Iorque e estávamos super felizes porque é a primeira vez dele lá e, bem...

New York! New York! E coisa e tal...

Até que ele falou:
Eu só não sei como vai ser com Game of Thrones, ah, desculpa, mas eu não posso esperar pra ver outro dia! 

E aí eu pensei... cara... Nova Iorque! E me senti traindo o fandom (desculpa galera)

Enfim... foi aí que eu percebi como essa série atraiu as pessoas - e Breaking Bad, mas aí já não é comigo. Foi estranho porque desde muito pequena eu sempre assisti séries, graças a minha irmã, inclusive, que via E.R. (conhecida na TV aberta como Plantão Médico) desde sempre e me apresentou depois à Gilmore Girls e eu comecei a ver uns outros sozinha (Peter Facinelli como Donovan 'Van' Ray em Fastlane foi meu primeiro crush em séries de TV, btw)

 sorry not sorry

Mas série nunca foi uma coisa que muita gente assistia, fora do meu círculo de amizades (aka as pessoas que escrevem nesse blog). Eu sempre me sentia um peixe fora d'água porque queria conversar sobre o que eu gostava na escola, depois na faculdade ou no trabalho e ninguém nunca acompanhava nada! Hoje em dia me falam "você assiste Orange Is the New Black?" como se tivessem descoberto a América com o Netflix, e eu tenho vontade de... sabe...

tá zoano cá má face?

Game of Thrones é realmente muito boa e foi por causa dela que eu conheci As Crônicas de Gelo e Fogo, série de livros que originou a série de TV, então pude ler George sendo George e...

matando todo mundo

Mas então a TV finalmente alcançou os livros e eu estava naquele impasse de: vou odiar - vou amar - vou odiar - vou amar...
Por um lado eu entendo que são mídias completamente diferentes e que não dá pra pedir pra serem fiéis à tudo que acontece nos livros, por outro tem o medo de que tenha algum spoiler na série (já que George escreve alguns roteiros e já contou o final pros produtores e tudo o mais...) que acabe estragando um pouco a leitura.
Além de que a série já começou a decepcionar assim que não contratou nenhuma Arianne Tyrell ou que ignorou completamente os Greyjoy...

Mas então assisti o primeiro episódio e eu estava em Westeros de novo.
Pode ser uma Westeros um pouco diferente dos livros, Tyrion pode ter encurtado um pouco o caminho, Brienne pode não ter encontrado quem tinha que encontrar, nem idéia do que farão com a Sansa, mas... em partes ainda é Westeros e as terras ao leste, separados pelo Mar Estreito.

Pelo menos voltou aquela sensação de não saber o que pode acontecer - surpresas que podem ser tanto boas quanto ruins. De se surpreender e querer mais, sem ficar pensando "ah, agora eu sei o que acontece" o tempo todo.

O medo ainda existe, mas no fundo é um medo bom.
Afinal, se não fosse pela série...