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La lengua española
A língua espanhola

Depois da língua portuguesa, avançamos para leste e encontramos a muito falada língua espanhola, cujo nome na realidade é castelhano. É uma língua que deriva do latim e que ao longo dos anos foi influenciada por outras culturas, o que levou à formação de outros dialectos falados em Espanha: o catalão, o asturiano, o aragonês, o galego e o basco. É a segunda língua mais falada no mundo, contando com cerca de 250 milhões de falantes, sendo também a segunda língua mais estudada e a segunda mais usada em termos de comunicação internacional. A língua é falada em Espanha, em vários países da América Central e do Sul, nas Filipinas e na Guiné Equatorial.

Pessoalmente, esta é uma das línguas que mais gosto de ouvir e falar. Primeiro, porque moro quase em Espanha, então a forma como falo é bastante influenciada pela língua espanhola (acreditem, dificilmente me vão ouvir dizer um "v" no meu vocabulário - talvez consigam oubir um "b"). Depois, porque acho que é uma língua com muia personalidade, já que consegue ser "agressiva" sem perceber a beleza das línguas derivadas do latim.

La musica en español
A música em espanhol

Depois de ver a importância que a língua espanhola tem no mundo, é mais que óbvio que é muito fácil a língua vingar no mercado musical. Quem é que nunca ouviu música em espanhol na rádio? São inúmeros os artistas internacionais que continuam a fazer do espanhol a sua língua, mesmo que gravem versões em inglês. Na realidade, devemos agradecer a essas Shakiras, esses Enrique Iglésias, esses Ricky Martins e outros tais que ainda se importam com a língua que aprenderam em criança e não a perderam só porque chegaram à fama.


Há duas coisas que sempre vou associar a Espanha: as touradas e o flamenco. A primeira, parecendo que não, já influenciou muita música (o paso doble ficou famoso pela sua utilização em touradas, por exemplo); a segunda é a música e o ritmo que é Espanha de cima abaixo. O flamenco é já reconhecido como património imaterial da humanidade e evoluiu desde apenas canto até ao acompanhamento com guitarra, as palmas e o sapateado. O flamenco é dividido em vários categorias, ou palos, consoante as estruturas rítmicas.

A Bulería é um desses palos, e uma das mais conhecidas. Foi por isso que escolhi esta música de David Bisbal, "Bulería", que não podia representar melhor este ritmo. Para além de ser flamenco da cabeça aos pés, é também a representação perfeita de como os espanhóis parecem metralhadoras a cuspir palavras. Eu, que comecei a aprender espanhol quando tinha uns 12 anos, ainda demorei para perceber o que é que o homem dizia em algumas partes. Mas é isto, a essência espanhola está aqui.


Dispensando apresentações, o Ricky Martin é, como todos nós sabemos, um dos artistas de um país hispânico mais bem sucedido internacionalmente. As músicas dele tocam na rádio a toda a hora e vocês já devem ter ouvido esta uma centena de vezes na vossa vida. Bem, se não ouviram, eu já ouvi, já que isto estava muito na moda em 2008. Qual o interesse então de pôr aqui uma música de um artista que é mais conhecido que o papa? Porque na minha óptica, a língua espanhola é uma língua extremamente sexual (nem vou dizer sensual, porque acho que ultrapassa isso) e toda esta música cheira a sexo. Mesmo que ignoremos a letra, o próprio instrumental leva-nos para esses caminhos mais obscenos. Claro que depois ele canta "Porque esta noche tu serás mía" e eu morro. Curioso que mesmo na versão em inglês desta música, ele não traduziu, por exemplo, esta parte. É óbvio que o homem sabe que fica muito mais desejável quando canta em espanhol (ou então a métrica não dava para meter aquilo em inglês, mas vou ignorar só para a minha teoria estar certa).


Mas calma, que se tentarmos com jeito, facilmente conseguimos meter a língua espanhola numa balada sem magoar ninguém! Eles são agressivos mas também podem ser românticos, e para provar isso temos aqui a Pastora Soler com o seu "Quédate Conmigo". Para mim é muito fácil entender a letra da música, mas acredito que não é preciso ser-se poliglota para entender onde esta música quer chegar. Quer dizer, com um instrumental destes e com esta expressividade vocal, rapidamente somos remetidos para uma história de amor triste. Este tipo de música sempre nos vai fazer lembrar algo do género, nem que seja cantada em chinês. E a Pastora é uma excelente cantora, com uma carreira de já muitos anos em Espanha e bastante reconhecimento a nível europeu. Esta música é linda sobretudo pelo instrumental e pela voz e acho que é mesmo daqueles casos em que o que menos importa é em que língua é cantada.

Por hoje terminamos a nossa pequena viagem pela música do mundo e na próxima semana iremos um pouco mais para leste, chegando a França e à considerada língua do romance!

A língua portuguesa

A língua portuguesa é uma das línguas derivadas do latim, que teve origem no norte de Portugal, com influências do galego (criou-se mais ou menos onde eu moro - sulistas, não reclamem com o meu sotaque, eu é que falo direito!). Só Portugal e Brasil é que têm a língua portuguesa como oficial, mas ela é falada um pouco por todos os continentes, sendo a quinta mais falada em todo o mundo.

A música em português

Viajar nas músicas cantadas em português implica viajar por muitos sotaques e por muitos tipos de músicas que jamais poderiam ser cantados noutra língua que não o português. Por ser a língua que todos nós falamos, vou focar-me mais nos estilos musicais que no idioma, porque afinal português entendemos e conhecemos todos muito bem. Vamos então passear entre Portugal, Brasil e Angola.


Quando se fala em música de Portugal, há algo que sempre será maior que tudo em termos de reconhecimento mundial: o fado. Em mais nenhum país se canta o fado e em mais nenhuma língua se pode ouvi-lo, porque simplesmente não faz sentido. Sendo considerado património imaterial da humanidade, é o tipo de musica que facilmente se entende sem tradução. Nem de propósito, o fado é o género de música que tem muitas vezes na sua letra a palavra "saudade", que não tem tradução para nenhum outro idioma. Nem todos nasceram para cantar fado, mas os que nasceram fazem-se entender com o poder da voz e é por isso que o fado é ouvido um pouco por todo o mundo.

Não se me considero apreciadora do fado mais tradicional, mas a verdade é que este género se pode apresentar de várias maneiras. Por isso escolhi esta música, "Senhora do Mar", por ser um fado com uma composição mais cheia, que não se limita apenas à guitarra portuguesa. Escolhi também por causa da letra, que é um hino àqueles que perderam a vida no mar e, especialmente, uma recordação do tempo dos descobridores portugueses. Afinal, foram eles que levaram a língua portuguesa para o mundo.


Atravessando o oceano Atlântico, deixamos a melancolia do fado para encontrar um ritmo muito mais animado e também em português: a música popular brasileira (MPB). É um estilo musical que teve raízes na bossa nova e que tem instrumentos, como o violão, que o tornam facilmente identificável. Sendo um estilo tão ligado ao Brasil, custa-me sequer imaginar músicas dentro deste género cantadas noutra língua. Acho que qualquer pessoa, seja de que país for, consegue sentir a energia do instrumental. A menos que a pessoa tenha deixado a sensibilidade musical em casa, claro.

Pelo menos em Portugal existem imensos cantores do género que fazem sucesso, mas Chico Buarque é um nome do qual ouvi falar a vida toda. Acredito que ele tenha sido um dos nomes que tornou a música brasileira internacional e, mesmo não seguindo o trabalho dele, arrisco-me a dizer que será um dos melhores do género.


De África chega-nos o kizomba, um ritmo nascido em Angola e que a nível de internacionalização ainda tem muito que percorrer. Claramente, a percussão é o elemento-chave deste ritmo, com tambores e outros instrumentos típicos de sons semelhantes. Em Portugal o kizomba ficou famoso há alguns anos e desde então tem sido imitado por vários cantores. Mas claro, é impossível imitar a batida deste instrumental e só quem cresceu com ela é que consegue compor algo que consiga transpor o calor de África numa música. E ouvir kizomba sem o sotaque angolano? Acreditem, faz toda a diferença. 

O Anselmo Ralph é o maior nome da música africana em Portugal. Não sou fã de kizomba e este é o único cantor dentro do género que consigo ouvir, especialmente porque é angolano e como tal cresceu a ouvir kizomba, portanto sabe muito bem o que faz. Para além disso, apesar de ele morar em Portugal, ele continua a apostar nos sons da sua terra e portanto adequa-se perfeitamente ao que tenho vindo a falar.


Podia pôr esta música porque afinal em todos os países que se fala português se faz música fora dos seus géneros típicos. Mas escolhi esta música porque ela podia ser o hino destes meus textos e portanto só vos deixo alguns excertos da letra:

"Dizem que cantam hip-hop, mas não dizem nada
vêm com poesia mas é só fachada,
O português não tá cansado eles vêm com o inglês
Eu pratico praticando a nossa língua outra vez
Seja hip-hop, seja rock são poetas de karaoke"

"Isto é para todos, não é só para Mc's
Isto é para Tugas que nunca escrevem na língua raiz
Querem ser internacionais mas tão cá no país
E nunca são originais, são Nova Iorque ou Paris
Sempre fui Dom Diniz, vocês são de onde der mais jeito
Onde houver mais fama e proveito
E se houver mais grana é aceite"

"Todos vós do rock, pop, hip-hop é escrito em inglês
Com a desculpa que foi a música que ouviram ao crescer
Nunca precisei de ouvir hip-hop tuga para o fazer
Isso é o que dá mais prazer, o meu idioma exploração
Vocês tentam outra língua para tentar exportação
Querem ser os "moonspell", querem novos horizontes
Mas aqui o Samuel é Madredeus é Dulce Pontes
Porque há uma identidade, vocês são todos idênticos
São autênticos mendigos vendidos por cêntimos"

"Porque eu escrevo como falo, como sonho e como penso"

Acho que já deu para entender...

12 Monkeys é uma adaptação do filme de 1995 com o mesmo nome (o que leva a ser daquelas séries que tem fãs odiosos com a mania que sabem tudo só porque viram o filme) e que retrata a história de um viajante no tempo, Cole, que foi enviado para o passado para evitar que um vírus mortal que irá destruir quase toda a humanidade se espalhe. Neste momento, a série passa-se normalmente entre 2043 (o ano actual na série) e 2015 (o ano em que o vírus começou a espalhar-se), mas outros anos são constantemente visitados. A série estreou em Janeiro deste ano e este mês terminou a primeira temporada, sendo que a segunda já foi confirmada pela Syfy.

Esta foi uma série que muitas vezes me confundiu, muitas vezes me deixou a pensar e a achar que nada daquilo fazia sentido. Não foi assim tão fácil perceber a coerência. Afinal, mexer com o tempo é uma coisa perigosa e o que isso implica pode muitas vezes ser confuso. Um caso muito óbvio foi o facto de a certo ponto um personagem já conhecer Cole, mas Cole não se lembrar, simplesmente porque esse encontro foi fruto de uma viagem no futuro de Cole, mas que já era passado para o outro personagem. Confuso, não é? O grande twist da série foi outros desses casos, em que uma coisa que era passado para uns, era futuro para os outros.


Para mim, o ponto central da série era perceber quem eram afinal os 12 macacos e de onde é que eles vinham. Para começar, porquê 12 macacos? Porque não 12 baleias, ou 12 cabras? Esse pelos vistos é um mistério que só vou ver desvendado na próxima temporada, mas pelo menos tive um vislumbre do primórdio deste grupo, que foi falado a temporada toda, mas que nunca teve realmente uma cara (ou 12, neste caso). Este arco começou a construir-se agora e foi a principal ponta solta.

Neste último episódio, acho que o que mais se esperava era o confronto Cole vs Ramsey. Pessoalmente, adorei o rumo que a personagem de Ramsey tomou, mas acho que os motivos que o levaram a tal são incoerentes. Para além de ser um egoísmo inimaginável, eu sou da opinião de que há diferença entre morrer e nunca ter nascido. Ramsey não pensa como eu, mas apesar de ele ser um idiota com falta de neurónios, eu não consigo não gostar dele. Ficou provado que ainda há esperança para ele pela atitude que Cole tomou com ele.


Outra ponta que ficou solta propositadamente para eu arrancar o cabelo até a nova temporada voltar, foi aquele final com Jennifer. Acho que aquilo mostrou o meio pelo qual o vírus se começou a espalhar, mas será? Jennifer é a personagem mais inconstante da série, nunca sei o que pensar dela. De qualquer das formas, neste momento acho que é uma grande bitch.


E claro, impossível chegar à season finale e não ver desenvolvimentos na relação entre Cole e Cassie. Pelo menos eles foram subtis e não tiraram logo Aaron do jogo, mas agora que ele parece estar definitivamente no canto da história, as coisas entre Cole e Cassie vão provavelmente mudar. Isto, claro, se os últimos minutos do episódio não causarem um grande problema na história. Provavelmente, teremos um novo viajante do tempo e os papéis vão-se inverter, já que mais depressa Cole se desfragmenta de vez do que consegue voltar a entrar numa máquina do tempo.


Fazendo um balanço dos treze episódios da primeira temporada, acho que a (in)coerência com o tempo continua a ser o que me faz mais confusão. Obriga demasiado a pensar e pensar não é, definitivamente, a coisa que mais gosto de fazer na vida. Mas acho que é aí que está o brilho da série. Eles podem fazer o que quiserem, podem voltar atrás e alterar o que foi feito, podem ir para a frente provocar algo que não estava planeado. Os próprios produtores estão numa máquina do tempo e têm a hipótese de fazer coisas que outras séries não conseguem. E foram tantos os twists desta temporada que só posso dizer que eles realmente estão a conseguir fazê-lo. Sim, há episódios que foram mais chatos, mas no final eles conseguiram fazer algo bom. Não vejo muitas séries/filmes de ficção científica, mas esta realmente prendeu-me e deixou-me curiosa. Agora, vamos aguardar até à próxima temporada e dar mais um passo para a descoberta de se, afinal, o vírus nos vai matar a todos ou se o Santo Cole vai ser o herói da coisa!

A segunda temporada ainda não tem data de estreia, mas irá para o ar apenas em 2016. Está imenso material relacionado com a série no site da Syfyaqui, incluindo os episódios da primeira temporada.

O que você falaria se tivesse a chance de dizer algo para 1 milhão de pessoas?

Foi com esse pensamento que surgiu o projeto The Listserve, que funciona como uma mala direta por email onde, a cada dia, um membro é sorteado para escrever uma mensagem para toda a lista de inscritos. E a lista não é pequena, já contando com mais de 22 mil pessoas, número que embora esteja longe do milhão sonhado, já torna muito prazerosa a participação nesse grupo tão diversificado e incrível.

Participando da lista, a cada dia você receberá um email de um membro que foi sorteado. O tema é livre e pode-se escrever virtualmente sobre quase qualquer coisa (desde que em inglês). O resultado geralmente são mensagens incríveis: Lições de vida, mensagens inspiradoras e desabafos virtuais são frequentes, vindos dos mais variados remetentes; Pessoas normais, como eu e você, de diferentes lugares do mundo e com algo interessante a compartilhar.

Eventualmente surgem mensagens esquisitas, é claro, mas normalmente para o bem; Como de um CEO de uma grande multinacional aproveitando a oportunidade para compartilhar com o mundo sua receita de omelete favorita. Ou de um rapaz paranóico sobre discos voadores não deixando de perder a chance de dizer que não estamos sozinhos.

Bom, fica a dica: Vale muito a pena participar desse grupo. São mensagens diárias que não vão ocupar 5 minutos do seu dia e podem muito bem quebrar aquela tensão do trabalho, ou lhe inspirar quando estiver no metrô. Além disso, quando os remetentes decidem informar seu email pessoal na mensagem, você pode fazer contato e talvez fazer um novo amigo.

E claro, você ainda pode ser sorteado para escrever também! Ainda não aconteceu comigo, mas pelo que sempre leio das mensagens dos membros do grupo, tenho certeza que será na hora certa.

Para participar do grupo, é só se inscrever na lista com seu email através do site oficial do projeto: thelistserve.com