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Hoje o Quem é Quem está no clima do inverno, então falaremos de Caitlin Snow e Capitão Frio; Mas, para dar uma aquecida nos nossos corações, também o cabeça flamejante Nuclear e a explosiva Plastique.

ATENÇÃO: Essa publicação contém spoilers gigantes caso você não esteja em dia com a série ou se importe em saber de suposições sobre um possível futuro dos personagens!


Caitlin Snow 
Killer Frost / Nevasca 

Provavelmente, em um futuro veremos a cientista transformar na vilã Nevasca. Porém, nas histórias quadrinhos algumas mulheres receberam o nome da vilã, então antes de chegarmos até em Caitlin falaremos das outras que apareceram nos gibis:


Crystal Frost – Apaixonada pelo Dr. Martin Stein (sim, a primeira versão não era apaixonada pelo Ronnie, e sim pelo velho professor), nunca teve o amor retribuído. Deprimida, se trancou numa câmara fria parar morrer, mas ao contrário, sobreviveu e ganhou os poderes de congelar as coisas. Com uma raiva dos homens em geral sempre teve uma raiva pelo sexo masculino, os matando. Ela morreu após absorver calor demais do herói Nuclear.


Dra. Louise Lincoln – A mais famosa e douradora das Nevasca. Ela era amiga de Frost, e repetiu a experiência na câmara fria para conseguir os poderes após a morte da amiga, pretendendo vingá-la matando Nuclear. Ela no entanto enfrentou vários outros heróis, de Superman à Lanterna Verde. Teve um relacionamento com Senhor Frio (vilão do Batman) e foi membro do Esquadrão Suicida.


Loren Fontier – Ela é a versão após o reboot da DC. Ela era uma terrorista que tentava roubar o programa Nuclear. Durante o ataque os dois alunos de Martin Stein, Ronnie Raymond e Jason Rusch, a impedem, mas no processo são fundidos para transformar no herói Nuclear, e Loren é atingida por uma explosão na qual ela mesmo também ganharia poderes congelantes.


Assim chegamos em Doutora Caitlin Snow. Na série, ela é apresentada como bioengenheira dos Laboratórios STAR. Na qual, sobrevive a explosão do acelerador de partículas, mas perde o noivo, o engenheiro Ronnie Raymond, também funcionário dos laboratórios.  Ela ainda não tem os poderes de Nevasca, mas no último episódio da primeira temporada, Flash ao correr pelo tempo vê imagens de outras realidades temporais, e numa delas, está Caitlin com aparência da supervilã.


Nos quadrinhos, esqueceram de Fontier, e apresentam uma nova Nevasca, com o nome da Caitlin Snow. Ela é um cientista num dos laboratórios STAR no Ártico, que é invadido pelo grupo terrorista C.O.L.M.E.I.A (aliás já confirmado com os vilões da próxima temporada de Arrow), e ela é presa numa das máquinas do laboratório onde ganha os poderes. Ela ganha os poderes e enfrenta os vilões, mas isso perturbou sua mente, e agora ela é uma “vampira” de calor necessitando absorver toda a temperatura das pessoas para viver. Mas, existe um herói que parece ter calor suficiente para saciá-la: Nuclear.



Nuclear
Firestorm



Nas HQs antigas no Brasil ele tinha o nome de Labareda, enquanto no desenho animado “Super-Amigos” foi traduzido como Tempestade, porém hoje todos conhecemos Firestorm como Nuclear.

A história dele é bem parecida com o da série: o Dr. Martin Stein e o aluno Ronnie Raymond após um acidente nuclear tem os corpos unidos formando o super-herói. Enquanto Ronnie fica com o controle do corpo, a mente de Stein fica como uma consciência sempre ajudando com planos e conhecimento científico.  


Além de todos os poderes com fogo e aparência flamejante, os principais poderes de Nuclear, e voar, o principal poder dele ainda não foi apresentado na série, que é reorganizar a estrutura atômica dos objetos, podendo mudar a matéria à sua vontade como água liquida em sólida ou até mesmo chumbo em ouro, assim como ar respirável em gás clorofórmio. Não sabemos se veremos os poderes dele evoluir para isso, mas isso era o campo de estudo de Dr. Stein antes da transformação, então é uma boa chance, ainda mais com a participação dele em “Legends of Tomorrow”.



Houve grandes mudanças no Firestorm após o reboot da DC, a união dos corpos agora não eram mais entre Ronnie e Stein, e sim entre um Ronnie, jogador de futebol americano e Jason Rusch, um pupilo de Stein. O doutor tinha criado o programa Firestorm, e após roubo do seus planos existem vários “Nucleares” pelo mundo: a francesa Firehawk, o inglês Hurricane, russo Pozhar, indiana Rakshasi entre outros.



Capitão Frio 
Captain Cold 




Para alguns, o maior vilão do Flash. Seu nome verdadeiro é Leonard Snart, ele é líder da Galeria dos Vilões e foi inimigo dos dois Flash: Barry Allen e Wally West. Teve um pai abusivo que maltratava ele e sua irmã Lisa. Quando cresceu tornou-se um ladrão com uma certa dualidade, comete crimes mas várias vezes ajuda o lado do bem, algo que veremos provavelmente na nova série “Legend of Tomorrow”, a qual ele fará parte. Portanto, a única diferença real entre as duas mídias é quem inventou a arma congelante.


Nas HQs, foi ele mesmo, mas não com essa intenção, a ideia original era criar algo que interferisse na velocidade do Flash, mas quando a usou pela primeira vez, descobriu que a arma tirava a umidade do ar, fazendo qualquer coisa congelar ao zero absoluto.  Na série, o inventor foi Cisco, e arma foi roubada e caindo nas mãos de Snart.


Duas vezes nas HQs em momentos diferentes, os poderes de congelar foram transferidos da arma para o próprio Snart. Acho que de repente seria algo legal de se ver na série.


Por fim, atualmente nas HQs brasileiras, o Capitão Frio após ajudar Lex Luthor salvar a humanidade na saga da “Vilania Eterna”, entrou para Liga da Justiça. Quanto tempo ele ficará entre os maiores do mundo, só lendo.



Plastique



Essa vilã apareceu primeiro nas HQs do Nuclear, depois indo ser vilã do Capitão Átomo. Bette Sans Souci  é uma terrorista canadense, primeiro tentando explodir o jornal New York Herald-Express, depois edifício do parlamento canadense, a estátua da Liberdade e até o Primeiro Ministro do Canadá e o Presidente americano, e tendo todas as vezes suas ações frustradas pelos heróis, nunca conseguindo sua principal intenção que é separar Quebec do resto do Canadá.


Na série ela deixa de ser uma terrorista e vira uma ex-militar do esquadrão antibomba do exército que, ao ser tratada em Central City após um ataque no Afeganistão, é pega pela radiação da explosão do Laboratório STAR.  Ela ganha poderes de explodir qualquer coisa com o toque, e por isso ela torna bastante interessante ao General Wade Eiling que quer sua própria tropa de metahumanos. 


Nas HQs, ela foi membro durante algum tempo do Esquadrão Suicida, o que torna sempre uma possibilidade. Atualmente nas bancas brasileiras, ela tem um papel fundamental na saga “Fim do Futuro”.


Voltaremos com Arrow no próximo capitulo, falando dos vigilantes Caçadora e Pantera, além dos vilões Ted Gaynor e Conde Vertigo!
Se o Batman tem seu Robin, o Arqueiro Verde tem o Ricardito e Ricardita. Vamos conhecer mais sobre o "parceiro-mirim" do vigilante verde de Starling City, e suas versões na série Arrow. Além de dois vilões da primeira temporada!





ATENÇÃO: Essa publicação contém spoilers gigantes caso você não esteja em dia com a série!


Ricardito / Arqueiro Vermelho / Arsenal
Speedy / Red Arrow 


Roy Harper surgiu nas HQs, numa época que seguindo o sucesso do Robin, os heróis começaram à ter seus “parceiros-mirim”. Foi então criado o Speedy do Arqueiro Verde, que recebeu no Brasil o nome de Ricardito (um dos parceiros do Robin Hood). O parceiro mirim de Oliver Queen tem grandes diferenças entre as duas mídias: enquanto em Arrow sua história se resume a ser um garoto de rua com habilidades de sobreviver e um estilo "parkour" de lutar, nas HQs é mais aprofundada; Seu pai morreu e ele foi educado por um nativo americano navajo, com o qual aprendeu as habilidades de arco. Um dia conheceu Oliver Queen, competiram para ver quem era o melhor arqueiro; perdeu, mas mesmo assim tornou-se o "Robin" do Arqueiro Verde.

Roy é membro dos Jovens Titãs (basicamente uma “Liga da Justiça Júnior”), ao lado de Robin, Kid Flash, Aqualad e Moça Maravilha. Depois foi membro de outras equipes como Esquadrão Suicida, Checkmate e Renegados. Teve uma vida pessoal tumultuada: foi viciado em heroína, teve uma filha com a vilã Lince, descobriu que era descendente do vilão imortal Vandal Savage e teve o braço arrancado pelo vilão Prometeu (que também destruiu metade de Star City).

Estes problemas o fizeram mudar algumas vezes de codinome. Após ser expulso por Oliver pelo vicio em heroína, deixou de ser Ricardito e tornou-se Arsenal. Após perder o braço e querer abandonar a vida de herói, supera e volta como Arqueiro Vermelho.

Mas tudo isso no mundo pré-reboot. No mundo dos Novos 52 ele foi um parceiro do Arqueiro Verde, mas o deixou após uma briga entre os dois já que ele se tornara um alcoólatra.  E agora como Arsenal, ele é parceiro do Capuz Vermelho (Jason Tood, o segundo Robin) e Estelar (uma poderosa alienígena). Juntos são os Fora-da-Lei, um grupo que não segue muito a moral e ética dos outros super-heróis. 

Como podem ver, nada disso faz parte da história do Roy Harper de Arrow. Podemos dizer que, no máximo, o vício em heroína/álcool foi substituído pelo Mirakuru, a droga que dava super-força e deixava os personagens loucos. Como Thea Queen não existe nas HQs, suas namoradas foram várias, da Moça Maravilha até a atual Estelar.

Suas vestimentas passaram por várias fases, assim como os codinomes, sendo a mais semelhante durante a época de Arqueiro Vermelho. 

Na série, Roy só foi chamado oficialmente de Arsenal, embora tenham se referido a ele como o Arqueiro Vermelho pela mídia do universo da série.

Ricardita
Speedy


Na série, como explicado, Roy Harper nunca foi o "Speedy" dos HQs, sendo esse codinome na verdade o apelido de infância da irmã mais nova de Oliver, Thea Queen. Mas antes de falarmos dela, precisamos falar da segunda parceira do Arqueiro Verde nos quadrinhos, Mia Dearden.

Como pudemos notar pelo drama pessoal de Roy Harper e seus problemas com drogas, as HQs do Arqueiro Verde sempre tiveram um papel interessante em causas sociais, e a introdução de Mia é bastante expressiva. Ela era uma menina que era abusada pelo pai, fugiu de casa e virou prostituta. Após quase ser estuprada por um político, ela é salva pelo Arqueiro Verde, que a ajuda. E por insistência dela, ele aceita treiná-la para tornar-se uma vigilante. Tempo depois é revelado que ela é HIV positivo. 

Uma super-heroína com AIDS e um passado horrível é bastante interessante e valioso em conscientizações sociais. 

Thea não teve essa vida dolorosa, sendo uma menina riquinha com problemas com drogas, mas com o passar das temporadas revelou ser uma pessoa extremamente forte. Deixou de ser uma menina birrenta e cresceu como uma empresária dona do clube noturna “Verdant”, e muito mais como veremos daqui a pouco.

Sua trajetória é assolada de mentiras e revelações.  Descobriu que seu pai verdadeiro era o criminoso Malcolm Merlyn (e que manipularia sua mente para tornar-se uma assassina), que seu irmão, Oliver Queen, e seu namorado, Roy Harper, eram vigilantes e que sempre esconderam isso dela. Essas descobertas formaram um caráter furioso, e a fez procurar o pai para treiná-la tanto em superar a dor quanto a lutar.

Na minha opinião, Thea é a personagem que mais cresceu na série, e fico feliz que agora ela irá receber o manto da “Speedy” e juntará na proteção de Starling City.

Ela já vestiu o uniforme de “Arqueira” mas ainda com predominância do vermelho, esperamos que receba os tons amarelos presentes na vestimenta da Mia Dearden.

E por fim, uma pequena curiosidade, quando Thea estava escondida em Corto Maltese, usou o nome falso de Mia, além de ter revelado que o nome dela do meio é Dearden.
 
Gangue do Royal Flush
Royal Flush Gang 

Nas histórias em quadrinhos, existiram várias versões da Gangue. A primeira foi criada pelo Professor Amos Fortune, com cinco membros baseadas na movimento do pôquer que usa as cartas: Ás, Rei, Valete, Rainha e Dez. Depois de vencida pela Liga da Justiça, a gangue ressurgiu em tempos e tempos, bancada sempre por outros vilões. Mas, basicamente tendo os cinco membros usando fantasias que representavam seus naipes, voando em cartas flutuadoras e lançando baralhos cortantes. Em algumas versões o Ás é um robô extremamente forte.

Uma reviravolta interessante das versões da gangue é nas HQs do Superman, quando mostra que ela cresceu e agora está espalhada pelo Estados Unidos inteiro, cada cidade tendo um baralho completo de membros com 52 indivíduos representando todos os naipes do jogo.  

Eles ainda não tiveram uma história depois do reboot.

Já na série, retire as fantasias, as cartas voadoras e troque pela família Reston, que após o patriarca ser demitido das Indústrias Queen, tornam-se ladrões de banco. Eles usam máscaras de hóquei com símbolo de cada naipe desenhado nela.  No episódio, o Rei é morto, Ace é preso e o resto foge. A Gangue voltaria aparecer num episódio da série The Flash, mas nada indica se são os fugitivos de Arrow ou, seguindo a tradição das HQs, uma nova versão.

Vagalume
Firefly

Nos tempos mais ingênuos das HQs, o vilão Garfield Lynns era um especialista em efeitos especiais que usava luzes e ilusões para realizar seus crimes. Nos tempos mais recentes, sua história foi mudada para um piromaníaco que usa fogo em si para os crimes, tendo uma vasta coleção de equipamentos de lança-chamas à granadas incendiárias, tudo protegido por uma roupa especial. Além disso, possui asas presas no seu braço que usa a fumaça quente dos incêndios que provoca para voar, embora alguns casos tenha uma ajuda de um jet-pack.

Em Arrow, toda sua história foi modificada, Garfield agora é um ex-bombeiro que sobreviveu ao incêndio após negligência de seu capitão, quando recupera inicia uma onda de vingança contra seu antigo pelotão de bombeiros. Ele usa equipamentos mais simples para atear fogo e uma roupa anti-chamas.  Sem as asas, sua relação com o Vagalume é a tatuagem que o pelotão tem no braço. 


No próximo capítulo de Flash, falaremos da Caitlin Snow e seu noivo, o Nuclear. Além dos vilões Capitão Frio e Plastique.

Quotando a wiki da empresa: "A Netflix revolucionou a produção de séries de TV fazendo o oposto do que fazem os estúdios tradicionais. A empresa não interfere no conteúdo das séries. Se o roteiro for aprovado, vão direto para a etapa de produção, eliminando o tradicional processo de desenvolvimento, em que a série tem de se adaptar ao estúdio. As séries são realmente originais.
Também, enquanto os canais de TV mantêm a audiência cativa lançando um episódio por semana e com pausa no meio das temporadas, a Netflix deixa todos os capítulos disponíveis de uma só vez. Os espectadores assistem quando e o quanto quiserem."


Por isso, a Netflix vem ganhando cada vez mais e mais destaque no quesito "produção de séries". House of Cards foi o primeiro sucesso estrondoso, seguido da maravilhosa Orange is the new Black (que é tão <3 que até kinda of inspirou o nome do blog que você está lendo agora). Muitas outras foram lançadas nesse meio tempo como BoJack Horseman, Hemlock Grove, Marco Polo, Unbreakable Kimmy Schmidt, Bloodline, Marvel's Daredevil; e as canceladas por outros canais, mas que ganharam novas temporadas pela Netflix, como Arrested Development, The Killing e Star Wars: The Clone Wars, só para citar as mais famosas.


Não assisto a todas, mas se foram renovadas, prova-se que ganharam o carinho do público. E para ganhar o carinho do público elas precisam ser ótimas, porque, você sabe, essa é uma indústria cruel e se o conteúdo não for bom o suficiente para atrair as pessoas, então não há motivo para gastar dinheiro com isso.

Um dos últimos lançamentos da empresa foi a comédia "fofinha" da terceira idade, Grace and Frankie.


A série é focada nas personagens-título: duas senhoras na casa dos 70 anos, que descobrem que seus maridos, além de amigos e colegas de trabalho há muitos anos, são amantes. E não apenas isso, eles estão apaixonados e querem o divórcio para poderem oficializar a relação deles, agora que o casamento homoafetivo é legal. Depois da revelação, as duas decidem "tirar um tempo" na casa de praia que as famílias dividem, então são obrigadas a conviver uma com a outra.

Grace Hanson, interpretada pela maravilhosa Jane Fonda, é uma mulher fina e elegante da alta sociedade, vista como uma pessoa fria e insensível. Trabalhou muito a vida inteira, construiu uma empresa praticamente sozinha e era dessas workaholics que não dão muita atenção à família. Inclusive, seu casamento nunca foi algo muito "pessoal", apesar dela e Robert tentarem se amar.

A incomparável Lily Tomlin interpreta Frankie Bergstein, e é o completo oposto. Hippie, vegetariana, natureba, mente aberta, amável e apaixonada por Sol, seu marido por 40 anos. O nome dos seus filhos são Coyote e Nwabudike, então você já tem uma ideia do quão maluquinha paz e amor ela é.



Essas duas mulheres têm suas vidas totalmente modificadas quando tudo já parecia certo e definido. As reações delas com a situação são distintas, visto que são pessoas completamente diferentes, mas uma acaba apoiando e dando força à outra nesse momento delicado, e a amizade que surge é inevitável.

O humor da série é leve e apimentado, sarcástico... e eu diria até mesmo um pouco negro.

Os filhos têm seus próprios conflitos, tanto em seus círculos pessoais quanto entre eles mesmos. Minha preferida é Brianna Hanson, filha de Grace e Robert. Ela é uma mulher forte, determinada, com um humor totalmente ácido. É também bastante solitária, mas se não fosse isso, não teríamos os momentos mais memoráveis da série (eu acho, pelo menos).



O relacionamento de Robert e Sol também é uma graça - mesmo sendo dois babacas que enganaram as esposas durante vinte anos... mas vá lá, é compreensível pela época e sociedade na qual eles viviam.



Assisti a série toda em uma semana, acho. Não sei o motivo de ter enrolado tanto, porque além dos episódios serem curtinhos, com cerca de 25 minutos, dei muita gargalhada e poderia muito bem ter visto tudo em um dia só.

Então fica aqui minha recomendação de hoje: Grace and Frankie, para relaxar, dar risada e pensar sobre o futuro. Bom divertimento! o/
Ah, Sense8! Como esperei por você. Como ansiei por você. Desde que o Fabrizio mostrou o trailer, sei lá quanto tempo atrás, eu literalmente contei os dias até a estreia. Vi os trailers inúmeras vezes e isso foi meio que uma merda, porque eu, com minha cabecinha desgraçada, já montei todo um roteiro do que devia acontecer na série com a premissa mais genial de todos os tempos desde Lost!


Falando em Lost, amantes de Sayid (como eu) vibraram ao ver Naveen Andrews no elenco. Aliás, isso deve ter sido um fator importante para a minha pré-paixão pelo seriado.


Sense8 é a coisa mais maluca e genial que vi nos últimos tempos. São 05h da manhã no momento em que escrevo isto e faz meia hora que terminei de ver o décimo segundo dos doze episódios que foram liberados, bem, hoje =B

Ela não é boa a ponto de fazer alguém normal sentar a bunda num sofá e ver 12 horas seguidas de conteúdo, mas eu sou maluca - e estava viciada na minha ideia genial de roteiro, não esqueçam disso. Os episódios são longos, tendo em média 50 minutos, e se arrastam se você não estiver ansioso pela próxima cena, quando eles finalmente vão se encontrar e lutar contra o crime. Pausei minha maratona apenas três vezes: duas para comer, uma para tomar banho, e fiz tudo o mais rápido possível só para voltar logo para Sun, Riley, Kala, Nomi, Amanita, Lito, Hernando, Daniela, Will, Wolfgang, Capheus e Jonas. Não se assuste, tem mais de oito personagens aí, mas é porque cada um dos sensates tem sua própria história, além da trama principal, o que me fez ficar um pouco decepcionada.


Vou contar o que eu imaginava que seria: essas oito pessoas totalmente desconhecidas uma para a outra, por algum motivo misterioso agora estavam conectadas, podendo não apenas falar "pessoalmente" umas com as outras estando fisicamente em países diferentes, mas também sentir o que os outros sentiam e acessar os conhecimentos dentro da cabeça deles. "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades", já diziam, então é óbvio que algum grupo de inimigos poria os sensates em perigo, querendo matá-los. E como cada um é de um lugar do mundo, obviamente dariam um jeito de irem todos para o mesmo lugar, montariam um grupo e lutariam contra os bad boys. Genial! Seria uma versão melhorada do grupo de Power Rangers, misturado com os poderes de X-Men e o mistério de Lost. Ação pura!

Bom... não é o que acontece. O que nós temos é um mistério de Lost made in China, misturado com todos os filmes do Quentin Tarantino e uma pitada de... ahn... não sei. Pense em algo meio ridículo. Tipo, com cenas de ação clichês, tiradas clichês e coisas impossíveis acontecendo como se fosse muito natural. E muito sexo. E muitas drogas.

Os personagens são legais, preciso dar credito. Eles são facilmente apegáveis. Eu com certeza já amo Sun, Hernando, Lito, Amanita, Wolfgang e Capheus do fundo do coração. Os outros são ok, também. Não tem um que eu não goste, mas Will é o típico herói americano, e isso me noia um pouco. Por que o mundo sempre tem que ser salvo por um herói americano? Ainda mais se ele for policial, aí é uma regra mesmo. Ele é o principal vínculo de conexão com Jonas Maliki (Naveen Andrews), o "pai" do grupo. Sua trama pessoal é basicamente nula, e seu papel principal é "liderar" os sensates. E isso é uma droga, mas tá. Ele parece ser o mais "poderoso" deles, tendo essa... coisa sensitiva desde criança, mas não ficou bem explicado.


Riley é a típica menina problemática que é salva pelo herói americano, e isso me noia também. Mas tirando essa parte, gostei bastante dela, principalmente sua relação tchutchuca com o papai <3 tão bonitinhos. Ela é DJ e sua trama é baseada em algum segredo tenso do passado que a fez sair da Islândia, onde nasceu e cresceu, e ir morar em Londres, onde se mete com as pessoas erradas e acaba presenciando um crime. E é claro que os bandidos a perseguem querendo a droga e o dinheiro que ficaram com ela sem querer no meio da confusão.


Nomi é genial. Adorei terem colocado uma trans como protagonista, adorei terem dado a essa trans uma namorada mulher e adorei em absoluto eles baterem tanto na tecla do preconceito, porque sim, isso precisa ser mostrado e falado. Mas ter tantas cenas de sexo entre Nomi e Amanita me deixou meio bolada. Não era necessário. Não colocaram tantas cenas de sexo entre casais héteros, nem entre o casal homossexual masculino da história, maaaas tudo bem, relevei porque eles pegaram uma atriz trans para o papel, então compensa <3

Sua trama é, talvez, a mais bacana. Ela é a primeira "sequestrada" pelos inimigos e precisa lutar para fugir e se salvar, ainda sem ter muita ideia do motivo pelo qual está sendo caçada. Nita, a namorada fiel-escudeira-de-cabelos-maravilhosos-totalmente-apaixonada é sua principal ajudante, disposta a qualquer coisa. E em meio a tudo isso, Nomi ainda precisa lidar com o preconceito da própria mãe, que se recusa a chamá-la de qualquer coisa que não seja Michael, seu nome de batismo. Eee, mais além disso, é uma hacker foda, então é peça importante na batalha contra a organização do Mr Whispers.


Kala, a indiana fofa, é meio sem sal. Shippei muito ela e Wolfgang, mas toda vez que Rajan aparecia e falava coisas lindas, eu não entendia como ela não podia amá-lo (mentira, entendo sim, mas Rajan <3 ). Ela é uma farmacêutica e sua trama é basicamente toda em volta do seu casamento com um homem que ela não ama. Ela usa suas skills químicas para ajudar os outros algumas vezes, mas tirando isso... não faz grandes coisas além de reclamar que está prestes a se casar com alguém sem ter amor. Mas preciso mencionar que suas ideias sobre ciência e religião me deixaram emocionada.


Wolfgang. Oh, Wolfie. Por que tão sexy? Único nu frontal masculino da série, que está gerando o que falar ("OMG! Um pênis!" e essas coisas). Ele é o típico anti-herói que todos amam. Wolfgang não é um homem bom e correto, ele é um criminoso, mas mesmo assim todos quer um Wolfie em suas vidas. Ele teve uma infância problemática com um pai abusivo e se tornou um adulto violento, mas querido (isso é possível, sim senhor). Rouba, bate, mata, e ainda assim ganhou meu coração sendo tão protetor com seu amigo de infância. Além de ser alemão, porque alemães <3

Sua trama envolve toda uma "máfia" da qual ele meio que faz parte, com seu tio sendo o "Poderoso Chefão" e seu primo invejoso arranjando encrenca com ele. É interessante, mas meio clichê de filmes de mafiosos, ladrões e essas coisas.


Lito. Oh, Lito. Por que tão sexy²? Lito e Hernando são as coisas mais jksfkndkfhdg da série inteira. Shippei muuuuito, sofri muuuuito e amei muuuuito. Os dois, junto de Daniela, com certeza formam o núcleo cômico de Sense8, e adorei terem colocado esse "tempero mexicano" na produção. Quase tudo tinha ar de novela mexicana quando a história era focada neles (a propósito, a série toda é assim: o núcleo indiano tem clichês de filmes indianos, o coreano a mesma coisa, o alemão também e assim por diante. Esse é um ponto bastante interessante do seriado).

Lito é um ator mexicano gay, que precisa esconder sua sexualidade se quiser continuar sua carreira de "herói" nas telinhas. Seu namorado secreto, Hernando (Alfonso Herrera... sim, aquele de RBD), é o personagem mais fofinho de Sense8, e eles conseguiram me fazer sentir o amor que aqueles dois personagens têm um pelo outro.

Lito é meio apagado na grande trama, mas ajuda algumas vezes com suas skills de ator e mentiroso profissional.


Capheus é meu amorzinho. Tão querido, tão simples, tão fodido. Geralmente me apego a essas personagens fodidas. A relação dele com sua mãe é linda, a relação dele com o amigo Jela é linda também. Até a relação dele com Amondi é fofa. Ele é sempre aquele alívio, em comparação aos outros sensates sempre tão sérios e tensos. Sinto algo zen e bonito quando ele começa a falar com seu jeito querido e humilde. Ele parece ser o melhor a aceitar essa "conexão" misteriosa, não lembro de tê-lo visto desesperar ou achar que estava ficando maluco em momento algum, como os outros.

Capheus é fã de Jean Claude Van Damme e dirige um ônibus chamado "Van Damn" em homenagem ao ídolo. Morando em Nairóbi, no Quênia, ele leva uma vida muito humilde e simples. Sua mãe está morrendo graças a AIDS e ele faz de um tudo para conseguir os medicamentos necessários para ela, inclusive se meter com os traficantes e criminosos da região, botando a própria vida em risco.


E por fim, mas definitivamente não menos importante, a linda Sun. Sun é coreana e minhas comparações com Lost começam aí, desculpa gente. Mulher coreana, chamada Sun, rica, com um pai dono de uma grande empresa, que convive com o machismo na família, mas quer se libertar e tem um segredo. Tirando () isso, as duas não tem nada a ver. Sun-Sense8 é uma empresária, vice-diretora da companhia do pai, mas não tem o reconhecimento que merece exclusivamente por ser mulher. Seu irmão mais novo é um completo babaca riquinho que leva todo o crédito exclusivamente por ser homem. Lá pelas tantas, as autoridades descobrem que alguém na empresa está roubando dinheiro e ela precisa decidir se assume a culpa para não prejudicar a família - que sempre a desprezou -, considerando que será presa se fizer isso.

Ela é, talvez, a minha preferida. Tem esse ar de mulher frágil, pequena, magrela... mas luta que é uma beleza! Acho que das quatro mulheres, ela é a mais forte tanto fisicamente quanto psicologicamente.


Como disse, cada um deles tem sua própria trama e são ajudados ou influenciados pelos outros sete sensates ao longo das próprias jornadas. Nada de Power Rangers lutando por sobrevivência e justiça. Apenas 8 pessoas "comuns", com problemas "comuns", lutando cada uma a sua batalha - o que não deixa de ser importante, afinal de contas. Meio boring para quem estava esperando algo mais... fantástico?! Mas inegavelmente real. E isso não significa que eles não partilhem experiências... hmmm... singulares.



Esperei ansiosamente pelo momento em que eles fossem se encontrar pessoalmente - e provavelmente foi o que me deu fôlego para assistir tudo em um dia só -, então fiquei frustrada no final. Mas, apesar disso, achei bom. Eles não precisam estar no mesmo lugar, pois estão sempre conectados. E se for renovada e tiver outra temporada, espero sinceramente que eles comecem a focar na mesma batalha contra Whispers e sua organização do mal, e deixem suas brigas e dramas pessoais de lado. Não precisam ir todos para o mesmo lugar, mas por favor, um pouco de foco e respostas não vão fazer mal a ninguém.

Ponto positivo: adorei terem usado atores dos países em questão (em sua maioria, é verdade... Miguel Ángel Silvestre é espanhol e não mexicano, Aml Ameen e Tuppence Middleton são ingleses, e não queniano e islandesa, respectivamente), mas me incomodou muito não falarem em suas línguas originais. Entendo que seria uma dificuldade maior no sentido técnico e comercial, ok, ok... podemos usar essa desculpa... mas mesmo assim, eles podiam falar coreano, hindi, suaíli, islandês, espanhol, alemão pelo menos enquanto conversavam com pessoas de fora do círculo "sensate", né?

Tecnicamente a série está cheia de erros de continuidade, mas mais uma vez, entendo que deve ter sido absurdamente difícil gravar a cena em uma locação e depois a mesma cena, do mesmo jeito, com os mesmos atores, em outra. Errinhos compreensíveis que não influenciam no resultado final, mas talvez incomodem alguns dos espectadores mais observadores (ou chatos, como eu).

Já o som... ninguém realmente liga para o som, mas... ah, dane-se, preciso falar do som! É primoroso! Não apenas os grandes efeitos sonoros, mas os pequenos detalhes. Deve ter sido demais editar o som de Sense8! Ouvi até um Wilhelm Scream (sou dessas toscas que começam a rir quando ouvem esse grito, hehe). Inclusive - não que tenha algo diretamente relacionado, mãs - a cena mais bonita, na minha opinião, é aquela que conecta os oito sensates pela primeira vez ao mesmo tempo. E isso acontece através de uma música:






Apesar de ter sido muito crítica - talvez? -, gostei bastante da série. Não era o que eu esperava, então deixando de lado minhas frustrações pessoais, ela foi muito bem feita e muito bem bolada. Faltou alguma coisa, mas acho que isso se explica com uma frase que li por aí (não lembro onde, agora, desculpa): ela parece na verdade um grande piloto de 12 horas. Parece uma apresentação, uma preparação para algo maior que está por vir. Então, esperemos que seja renovada, amém.

Pelo que vi na internet, a recepção do público parece ter sido boa. É um pouco confusa no começo apresentando tantos rostos e nomes novos, e te lançando dezenas de perguntas, mas normal, né. As únicas reclamações que vi foram disso, de pessoas que acharam "chato" porque não estavam entendendo nada. Mas aos poucos você vai tendo as respostas, não desista tão rápido! E que comecem as teorias malucas!