Mostrando postagens com marcador Recomendações de séries. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Recomendações de séries. Mostrar todas as postagens
Quotando a wiki da empresa: "A Netflix revolucionou a produção de séries de TV fazendo o oposto do que fazem os estúdios tradicionais. A empresa não interfere no conteúdo das séries. Se o roteiro for aprovado, vão direto para a etapa de produção, eliminando o tradicional processo de desenvolvimento, em que a série tem de se adaptar ao estúdio. As séries são realmente originais.
Também, enquanto os canais de TV mantêm a audiência cativa lançando um episódio por semana e com pausa no meio das temporadas, a Netflix deixa todos os capítulos disponíveis de uma só vez. Os espectadores assistem quando e o quanto quiserem."


Por isso, a Netflix vem ganhando cada vez mais e mais destaque no quesito "produção de séries". House of Cards foi o primeiro sucesso estrondoso, seguido da maravilhosa Orange is the new Black (que é tão <3 que até kinda of inspirou o nome do blog que você está lendo agora). Muitas outras foram lançadas nesse meio tempo como BoJack Horseman, Hemlock Grove, Marco Polo, Unbreakable Kimmy Schmidt, Bloodline, Marvel's Daredevil; e as canceladas por outros canais, mas que ganharam novas temporadas pela Netflix, como Arrested Development, The Killing e Star Wars: The Clone Wars, só para citar as mais famosas.


Não assisto a todas, mas se foram renovadas, prova-se que ganharam o carinho do público. E para ganhar o carinho do público elas precisam ser ótimas, porque, você sabe, essa é uma indústria cruel e se o conteúdo não for bom o suficiente para atrair as pessoas, então não há motivo para gastar dinheiro com isso.

Um dos últimos lançamentos da empresa foi a comédia "fofinha" da terceira idade, Grace and Frankie.


A série é focada nas personagens-título: duas senhoras na casa dos 70 anos, que descobrem que seus maridos, além de amigos e colegas de trabalho há muitos anos, são amantes. E não apenas isso, eles estão apaixonados e querem o divórcio para poderem oficializar a relação deles, agora que o casamento homoafetivo é legal. Depois da revelação, as duas decidem "tirar um tempo" na casa de praia que as famílias dividem, então são obrigadas a conviver uma com a outra.

Grace Hanson, interpretada pela maravilhosa Jane Fonda, é uma mulher fina e elegante da alta sociedade, vista como uma pessoa fria e insensível. Trabalhou muito a vida inteira, construiu uma empresa praticamente sozinha e era dessas workaholics que não dão muita atenção à família. Inclusive, seu casamento nunca foi algo muito "pessoal", apesar dela e Robert tentarem se amar.

A incomparável Lily Tomlin interpreta Frankie Bergstein, e é o completo oposto. Hippie, vegetariana, natureba, mente aberta, amável e apaixonada por Sol, seu marido por 40 anos. O nome dos seus filhos são Coyote e Nwabudike, então você já tem uma ideia do quão maluquinha paz e amor ela é.



Essas duas mulheres têm suas vidas totalmente modificadas quando tudo já parecia certo e definido. As reações delas com a situação são distintas, visto que são pessoas completamente diferentes, mas uma acaba apoiando e dando força à outra nesse momento delicado, e a amizade que surge é inevitável.

O humor da série é leve e apimentado, sarcástico... e eu diria até mesmo um pouco negro.

Os filhos têm seus próprios conflitos, tanto em seus círculos pessoais quanto entre eles mesmos. Minha preferida é Brianna Hanson, filha de Grace e Robert. Ela é uma mulher forte, determinada, com um humor totalmente ácido. É também bastante solitária, mas se não fosse isso, não teríamos os momentos mais memoráveis da série (eu acho, pelo menos).



O relacionamento de Robert e Sol também é uma graça - mesmo sendo dois babacas que enganaram as esposas durante vinte anos... mas vá lá, é compreensível pela época e sociedade na qual eles viviam.



Assisti a série toda em uma semana, acho. Não sei o motivo de ter enrolado tanto, porque além dos episódios serem curtinhos, com cerca de 25 minutos, dei muita gargalhada e poderia muito bem ter visto tudo em um dia só.

Então fica aqui minha recomendação de hoje: Grace and Frankie, para relaxar, dar risada e pensar sobre o futuro. Bom divertimento! o/
Antes de qualquer outra coisa, vamos ver que A SUMMER SEASON 2015 COMEÇOU e um novo mundo recheado de pilotos fracassados está a bater-me à porta.

(isto claramente porque eu não tenho vida e necessito de pilotos para ver)

Comecei esta summer season a ver uma série que foi pior que tortura, maaaaas depois ganhei juízo e fui ver algo minimamente decente. E foi aí que me apareceu The Whispers.


Minha reacção ao ver a sinopse disto: vou odiar. Minha reacção ao ver a sinopse disto pela segunda vez: oh, parece engraçado, vou ver! E assim se prova que sou bipolar. Mas não tinha mais nada para ver de qualquer forma (odeio esta altura do ano, tenho tipo 3 séries activas, assim morro de fome) e tinha acabado de ver um piloto nojento e horrível (não vejam UnReal - ou vejam, só para depois concordarem comigo), portanto o que podia piorar? Nada, obviamente. Comecei então a ver a série e logo na abertura a minha reacção foi OMFG A LILY RABE ENTRA! Isto porque eu não leio notícias e não sabia que a mulher entrava nisto, apesar de ter sido mais falado do que sei lá o quê. O ânimo foi logo outro.

(como esquecer esta bitch coisa linda?)

Não, ela já não é o Diabo. Agora é Claire, uma inspectora da polícia que é chamada ao serviço após licença por estar de luto pela morte do marido, e que recebe em mãos um caso muito estranho: uma criança tentou matar a própria mãe. Ok, dito assim não soa muito estranho, parece só uma criança com dois parafusos a menos (isto daria uma bela piada por causa da forma como ela tentou matar a mãe, mas não vou dar esse spoiler). Mas as coisas não são assim tão lineares, já que a criança afirma que estava apenas a jogar com o seu amigo Drill e que a única coisa que queria era ganhar. Ah o Drill, esse malandro que merecia ser preso e... oh wait, o Drill não existe. Pois é, o Drill é um amigo imaginário que mandou a criancinha matar a mãe e foi roubar o lugar de Diabo à Lily Rabe. Mas pior, o Drill é omnipresente, porque o desgraçado fala com muitas crianças e sabe tudo da vida delas e está prestes a iniciar uma revolução contra os pais que existem no mundo. Na realidade, acho que o público alvo dele deviam ser os adolescentes, esses de certeza que alinhavam na brincadeira e ainda davam umas dicas (é impressionante como eu seria uma bela colaboradora de Drill).




Portanto o Drill é invisível e fala através das luzes (?) o que só por isso o torna a coisa mais improvável de existir. Juntando isso ao facto de mandar matar mães, é alguém que com certeza não quero conhecer na vida. Ainda bem que nunca tive amigos imaginários. Mas ele deve existir, certo? Mesmo que tenha a capacidade de falar através das luzes (o que mostra que esta criança não sabe o que diz porque aparecem outras crianças a falar com ele de noite e sem estarem à beira de uma lâmpada - achas bem enganar a senhora polícia?) ele existe de alguma forma. Descobrir essa forma é que me atormenta o pensamento, porque se no final descubro que é algo estúpido e cliché como um espírito vou ficar muito chateada. Talvez ele seja um homem com poderes mágicos. Ou um alien. Ou um pássaro que fala com crianças. Ou o Harry Potter coberto com o manto da invisibilidade. Qualquer coisa menos um espírito, pelo amor de todos os santos!


Mas a história não é só Drill e criancinhas assassinas. Como se isso não fosse já suficientemente intrigante e propício a dar asneira, temos outro arco na história tão confuso quanto o primeiro. Toda a gente adora quando aparece um homem na rua com cara de mendigo, coberto de tatuagens e que sabe alguma coisa que os outros não sabem. Toda a gente adora porque a vontade que dá é de dissecar o cérebro do homem até descobrir o que ele tem de importante para a história lá dentro. Pronto, aqui também temos o nosso amigo, que veio tornar tudo ainda mais mindfuck. Obrigada caro colega, eu não estava a achar a história estranha o suficiente, precisava que tu aparecesses e agisses como uma alma penada expulsa do paraíso para ficar ainda mais intrigada.


E esta coisa que todos na série acharam super importante e de grande interesse e eu NEM SEQUER CONSEGUI PERCEBER O QUE É? Será que sou assim tão lenta de pensamento? Aiiiii para a minha vida, parem de me trocar os neurónios, que vou acabar por dar um nó neles todos. De alguma forma esta coisa está ligada ao Drill, e à alma penada, e à Claire, e à novela mexicana de traições e romances que existe e basicamente está ligada a tudo. E a mim isto parece-me uma árvore de um filme de ficção científica (isto quer dizer que o Drill é mesmo um alien?), ainda para mais com eles vestidos com aqueles fatos. 

Claro que vou continuar a ver a série, não é? Não vou permitir que um amigo imaginário chamado Drill que fala através da luz e uma árvore do Star Wars me deixem a morrer de curiosidade. Eu tenho que perceber o que está a acontecer aqui! Infelizmente, algo me diz que isto vai começar a ser estúpido, depois muito estúpido, e depois vira uma comédia. Esperemos que isto não aconteça, porque a sério, a série cativou-me. Temos mais 12 episódios pela frente, daqui a 12 semanas encontramo-nos por aqui para eu contar se gostei, não gostei, ou se entretanto arranquei o cabelo porque isto me deu cabo do cérebro.

(pelo menos não sou a única que fica com cara de idiota nesta série)

E claro, o mundo não faria sentido sem um trailer!

Ah, Sense8! Como esperei por você. Como ansiei por você. Desde que o Fabrizio mostrou o trailer, sei lá quanto tempo atrás, eu literalmente contei os dias até a estreia. Vi os trailers inúmeras vezes e isso foi meio que uma merda, porque eu, com minha cabecinha desgraçada, já montei todo um roteiro do que devia acontecer na série com a premissa mais genial de todos os tempos desde Lost!


Falando em Lost, amantes de Sayid (como eu) vibraram ao ver Naveen Andrews no elenco. Aliás, isso deve ter sido um fator importante para a minha pré-paixão pelo seriado.


Sense8 é a coisa mais maluca e genial que vi nos últimos tempos. São 05h da manhã no momento em que escrevo isto e faz meia hora que terminei de ver o décimo segundo dos doze episódios que foram liberados, bem, hoje =B

Ela não é boa a ponto de fazer alguém normal sentar a bunda num sofá e ver 12 horas seguidas de conteúdo, mas eu sou maluca - e estava viciada na minha ideia genial de roteiro, não esqueçam disso. Os episódios são longos, tendo em média 50 minutos, e se arrastam se você não estiver ansioso pela próxima cena, quando eles finalmente vão se encontrar e lutar contra o crime. Pausei minha maratona apenas três vezes: duas para comer, uma para tomar banho, e fiz tudo o mais rápido possível só para voltar logo para Sun, Riley, Kala, Nomi, Amanita, Lito, Hernando, Daniela, Will, Wolfgang, Capheus e Jonas. Não se assuste, tem mais de oito personagens aí, mas é porque cada um dos sensates tem sua própria história, além da trama principal, o que me fez ficar um pouco decepcionada.


Vou contar o que eu imaginava que seria: essas oito pessoas totalmente desconhecidas uma para a outra, por algum motivo misterioso agora estavam conectadas, podendo não apenas falar "pessoalmente" umas com as outras estando fisicamente em países diferentes, mas também sentir o que os outros sentiam e acessar os conhecimentos dentro da cabeça deles. "Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades", já diziam, então é óbvio que algum grupo de inimigos poria os sensates em perigo, querendo matá-los. E como cada um é de um lugar do mundo, obviamente dariam um jeito de irem todos para o mesmo lugar, montariam um grupo e lutariam contra os bad boys. Genial! Seria uma versão melhorada do grupo de Power Rangers, misturado com os poderes de X-Men e o mistério de Lost. Ação pura!

Bom... não é o que acontece. O que nós temos é um mistério de Lost made in China, misturado com todos os filmes do Quentin Tarantino e uma pitada de... ahn... não sei. Pense em algo meio ridículo. Tipo, com cenas de ação clichês, tiradas clichês e coisas impossíveis acontecendo como se fosse muito natural. E muito sexo. E muitas drogas.

Os personagens são legais, preciso dar credito. Eles são facilmente apegáveis. Eu com certeza já amo Sun, Hernando, Lito, Amanita, Wolfgang e Capheus do fundo do coração. Os outros são ok, também. Não tem um que eu não goste, mas Will é o típico herói americano, e isso me noia um pouco. Por que o mundo sempre tem que ser salvo por um herói americano? Ainda mais se ele for policial, aí é uma regra mesmo. Ele é o principal vínculo de conexão com Jonas Maliki (Naveen Andrews), o "pai" do grupo. Sua trama pessoal é basicamente nula, e seu papel principal é "liderar" os sensates. E isso é uma droga, mas tá. Ele parece ser o mais "poderoso" deles, tendo essa... coisa sensitiva desde criança, mas não ficou bem explicado.


Riley é a típica menina problemática que é salva pelo herói americano, e isso me noia também. Mas tirando essa parte, gostei bastante dela, principalmente sua relação tchutchuca com o papai <3 tão bonitinhos. Ela é DJ e sua trama é baseada em algum segredo tenso do passado que a fez sair da Islândia, onde nasceu e cresceu, e ir morar em Londres, onde se mete com as pessoas erradas e acaba presenciando um crime. E é claro que os bandidos a perseguem querendo a droga e o dinheiro que ficaram com ela sem querer no meio da confusão.


Nomi é genial. Adorei terem colocado uma trans como protagonista, adorei terem dado a essa trans uma namorada mulher e adorei em absoluto eles baterem tanto na tecla do preconceito, porque sim, isso precisa ser mostrado e falado. Mas ter tantas cenas de sexo entre Nomi e Amanita me deixou meio bolada. Não era necessário. Não colocaram tantas cenas de sexo entre casais héteros, nem entre o casal homossexual masculino da história, maaaas tudo bem, relevei porque eles pegaram uma atriz trans para o papel, então compensa <3

Sua trama é, talvez, a mais bacana. Ela é a primeira "sequestrada" pelos inimigos e precisa lutar para fugir e se salvar, ainda sem ter muita ideia do motivo pelo qual está sendo caçada. Nita, a namorada fiel-escudeira-de-cabelos-maravilhosos-totalmente-apaixonada é sua principal ajudante, disposta a qualquer coisa. E em meio a tudo isso, Nomi ainda precisa lidar com o preconceito da própria mãe, que se recusa a chamá-la de qualquer coisa que não seja Michael, seu nome de batismo. Eee, mais além disso, é uma hacker foda, então é peça importante na batalha contra a organização do Mr Whispers.


Kala, a indiana fofa, é meio sem sal. Shippei muito ela e Wolfgang, mas toda vez que Rajan aparecia e falava coisas lindas, eu não entendia como ela não podia amá-lo (mentira, entendo sim, mas Rajan <3 ). Ela é uma farmacêutica e sua trama é basicamente toda em volta do seu casamento com um homem que ela não ama. Ela usa suas skills químicas para ajudar os outros algumas vezes, mas tirando isso... não faz grandes coisas além de reclamar que está prestes a se casar com alguém sem ter amor. Mas preciso mencionar que suas ideias sobre ciência e religião me deixaram emocionada.


Wolfgang. Oh, Wolfie. Por que tão sexy? Único nu frontal masculino da série, que está gerando o que falar ("OMG! Um pênis!" e essas coisas). Ele é o típico anti-herói que todos amam. Wolfgang não é um homem bom e correto, ele é um criminoso, mas mesmo assim todos quer um Wolfie em suas vidas. Ele teve uma infância problemática com um pai abusivo e se tornou um adulto violento, mas querido (isso é possível, sim senhor). Rouba, bate, mata, e ainda assim ganhou meu coração sendo tão protetor com seu amigo de infância. Além de ser alemão, porque alemães <3

Sua trama envolve toda uma "máfia" da qual ele meio que faz parte, com seu tio sendo o "Poderoso Chefão" e seu primo invejoso arranjando encrenca com ele. É interessante, mas meio clichê de filmes de mafiosos, ladrões e essas coisas.


Lito. Oh, Lito. Por que tão sexy²? Lito e Hernando são as coisas mais jksfkndkfhdg da série inteira. Shippei muuuuito, sofri muuuuito e amei muuuuito. Os dois, junto de Daniela, com certeza formam o núcleo cômico de Sense8, e adorei terem colocado esse "tempero mexicano" na produção. Quase tudo tinha ar de novela mexicana quando a história era focada neles (a propósito, a série toda é assim: o núcleo indiano tem clichês de filmes indianos, o coreano a mesma coisa, o alemão também e assim por diante. Esse é um ponto bastante interessante do seriado).

Lito é um ator mexicano gay, que precisa esconder sua sexualidade se quiser continuar sua carreira de "herói" nas telinhas. Seu namorado secreto, Hernando (Alfonso Herrera... sim, aquele de RBD), é o personagem mais fofinho de Sense8, e eles conseguiram me fazer sentir o amor que aqueles dois personagens têm um pelo outro.

Lito é meio apagado na grande trama, mas ajuda algumas vezes com suas skills de ator e mentiroso profissional.


Capheus é meu amorzinho. Tão querido, tão simples, tão fodido. Geralmente me apego a essas personagens fodidas. A relação dele com sua mãe é linda, a relação dele com o amigo Jela é linda também. Até a relação dele com Amondi é fofa. Ele é sempre aquele alívio, em comparação aos outros sensates sempre tão sérios e tensos. Sinto algo zen e bonito quando ele começa a falar com seu jeito querido e humilde. Ele parece ser o melhor a aceitar essa "conexão" misteriosa, não lembro de tê-lo visto desesperar ou achar que estava ficando maluco em momento algum, como os outros.

Capheus é fã de Jean Claude Van Damme e dirige um ônibus chamado "Van Damn" em homenagem ao ídolo. Morando em Nairóbi, no Quênia, ele leva uma vida muito humilde e simples. Sua mãe está morrendo graças a AIDS e ele faz de um tudo para conseguir os medicamentos necessários para ela, inclusive se meter com os traficantes e criminosos da região, botando a própria vida em risco.


E por fim, mas definitivamente não menos importante, a linda Sun. Sun é coreana e minhas comparações com Lost começam aí, desculpa gente. Mulher coreana, chamada Sun, rica, com um pai dono de uma grande empresa, que convive com o machismo na família, mas quer se libertar e tem um segredo. Tirando () isso, as duas não tem nada a ver. Sun-Sense8 é uma empresária, vice-diretora da companhia do pai, mas não tem o reconhecimento que merece exclusivamente por ser mulher. Seu irmão mais novo é um completo babaca riquinho que leva todo o crédito exclusivamente por ser homem. Lá pelas tantas, as autoridades descobrem que alguém na empresa está roubando dinheiro e ela precisa decidir se assume a culpa para não prejudicar a família - que sempre a desprezou -, considerando que será presa se fizer isso.

Ela é, talvez, a minha preferida. Tem esse ar de mulher frágil, pequena, magrela... mas luta que é uma beleza! Acho que das quatro mulheres, ela é a mais forte tanto fisicamente quanto psicologicamente.


Como disse, cada um deles tem sua própria trama e são ajudados ou influenciados pelos outros sete sensates ao longo das próprias jornadas. Nada de Power Rangers lutando por sobrevivência e justiça. Apenas 8 pessoas "comuns", com problemas "comuns", lutando cada uma a sua batalha - o que não deixa de ser importante, afinal de contas. Meio boring para quem estava esperando algo mais... fantástico?! Mas inegavelmente real. E isso não significa que eles não partilhem experiências... hmmm... singulares.



Esperei ansiosamente pelo momento em que eles fossem se encontrar pessoalmente - e provavelmente foi o que me deu fôlego para assistir tudo em um dia só -, então fiquei frustrada no final. Mas, apesar disso, achei bom. Eles não precisam estar no mesmo lugar, pois estão sempre conectados. E se for renovada e tiver outra temporada, espero sinceramente que eles comecem a focar na mesma batalha contra Whispers e sua organização do mal, e deixem suas brigas e dramas pessoais de lado. Não precisam ir todos para o mesmo lugar, mas por favor, um pouco de foco e respostas não vão fazer mal a ninguém.

Ponto positivo: adorei terem usado atores dos países em questão (em sua maioria, é verdade... Miguel Ángel Silvestre é espanhol e não mexicano, Aml Ameen e Tuppence Middleton são ingleses, e não queniano e islandesa, respectivamente), mas me incomodou muito não falarem em suas línguas originais. Entendo que seria uma dificuldade maior no sentido técnico e comercial, ok, ok... podemos usar essa desculpa... mas mesmo assim, eles podiam falar coreano, hindi, suaíli, islandês, espanhol, alemão pelo menos enquanto conversavam com pessoas de fora do círculo "sensate", né?

Tecnicamente a série está cheia de erros de continuidade, mas mais uma vez, entendo que deve ter sido absurdamente difícil gravar a cena em uma locação e depois a mesma cena, do mesmo jeito, com os mesmos atores, em outra. Errinhos compreensíveis que não influenciam no resultado final, mas talvez incomodem alguns dos espectadores mais observadores (ou chatos, como eu).

Já o som... ninguém realmente liga para o som, mas... ah, dane-se, preciso falar do som! É primoroso! Não apenas os grandes efeitos sonoros, mas os pequenos detalhes. Deve ter sido demais editar o som de Sense8! Ouvi até um Wilhelm Scream (sou dessas toscas que começam a rir quando ouvem esse grito, hehe). Inclusive - não que tenha algo diretamente relacionado, mãs - a cena mais bonita, na minha opinião, é aquela que conecta os oito sensates pela primeira vez ao mesmo tempo. E isso acontece através de uma música:






Apesar de ter sido muito crítica - talvez? -, gostei bastante da série. Não era o que eu esperava, então deixando de lado minhas frustrações pessoais, ela foi muito bem feita e muito bem bolada. Faltou alguma coisa, mas acho que isso se explica com uma frase que li por aí (não lembro onde, agora, desculpa): ela parece na verdade um grande piloto de 12 horas. Parece uma apresentação, uma preparação para algo maior que está por vir. Então, esperemos que seja renovada, amém.

Pelo que vi na internet, a recepção do público parece ter sido boa. É um pouco confusa no começo apresentando tantos rostos e nomes novos, e te lançando dezenas de perguntas, mas normal, né. As únicas reclamações que vi foram disso, de pessoas que acharam "chato" porque não estavam entendendo nada. Mas aos poucos você vai tendo as respostas, não desista tão rápido! E que comecem as teorias malucas!
Obs: Este texto ficou grande demais. Perdoem minha empolgação de fã.
Obs 2: Há alguns - pequenos - spoilers sobre o comecinho da história. Espero que eles não estraguem a experiência de ninguém.

Jonathan Strange & Mr. Norrell é um dos livros mais fascinantes que eu li na vida - sem o menor exagero. Eu tinha 15 anos de idade quando comprei um exemplar e devorei em uma semana, apesar de suas oitocentas e tantas páginas. E não foi tanto a história que me deixou maravilhada - embora a história também seja fantástica -, mas mais a atmosfera da narrativa. É díficil explicar para quem não leu. Mas todo mundo que eu conheço que teve a oportunidade de botar os olhos nesse livro concorda que Susanna Clarke, a autora, escreve de um jeito... Diferente. A narrativa é tão fantástica - no sentido de fantasia, mesmo; com seus magos, profecias e mundos paralelos - quanto realista - com os dilemas da vida cotidiana, as fofocas divulgadas pela mídia, o tédio das obrigações sociais -; tão graciosa quanto sombria; tão poética quanto sarcástica. Meio Tolkien, meio Jane Austen, meio Charles Dickens. Clarke descreve o sobrenatural com um detalhismo quase científico, pontua a narrativa com aparições de personagens históricos (como o poeta Lord Byron, por exemplo) e enche as páginas de notas de rodapé (enche mesmo: são quase 200) que fazem observações sobre a história supostamente real de uma Inglaterra alternativa, onde a magia fez, por muitos séculos, parte do cotidiano. É fácil se convencer de que tudo o que você está lendo aconteceu de verdade; por que não? Inevitavelmente, você é puxado para dentro da história, como eu já vi poucos livros fazerem. Sem brincadeira: você lê e se sente lá, tanto na Londres do início dos anos 1800 quanto nos salões de Esperança Perdida. A magia de Susanna Clarke também é bem peculiar: é uma coisa que nem sempre maravilha quem a presencia, mas frequentemente atrapalha, prejudica ou intimida - e sempre tem um tom sombrio, com componentes como um sino fantasma que faz as pessoas pensarem em tudo o que já perderam na vida, revoadas de corvos que surgem do nada, uma escuridão que segue a pessoa amaldiçoada onde quer que ela vá, e bailes oníricos atormentadores, que não permitem que seus frequentadores descansem jamais. É uma magia original, meio gótica - como as ilustrações da edição original, feitas por Portia Rosenberg -, única. Neil Gaiman escreveu o prefácio da nova edição, e disse que este é "sem dúvida o melhor romance de fantasia inglesa dos últimos setenta anos." Respect.

Strange e Norrell, na série da BBC
Eu li uma crítica do Washington Post que diz o seguinte sobre Jonathan Strange & Mr. Norrell: "Muitos livros são para ser lidos, alguns para ser estudados, e alguns para ser vividos durante semanas. Jonathan Strange & Mr. Norrell pertence a este último tipo." E foi exatamente isso o que aconteceu comigo. Comentei a história com todo mundo, tentei convencer todo mundo a ler, fiquei dias e dias refletindo sobre tudo o que tinha lido. Mas, depois disso... Acabou. Poucos amigos meus leram o livro realmente - talvez tenham ficado intimidados com as oitocentas páginas -; a história não virou filme, como estava acontecendo, na época, com tudo quanto era livro de fantasia; e eu não botei as mãos em mais nenhuma obra de Susanna Clarke. Reli Jonathan Strange & Mr. Norrell algumas vezes ao longo dos anos, e depois fui esquecendo.

Até que, em 2015, a BBC resolveu transformar o livro em uma série. O quê? Como assim? Não é mentira?! Sério, não consigo descrever como eu fiquei empolgada. Então alguém além de mim lembra dessa história, alguém resolveu trazê-la de volta, alguém vai matar um pouco da minha saudade da lenda do Rei Corvo - e do meu personagem favorito, meu amado Childermass. <3 Em um ano de decepção com Game of Thrones, saudades de Sherlock e luto por Breaking Bad (acho que estarei para sempre de luto por Breaking Bad), uma série de Jonathan Strange & Mr. Norrell é a melhor notícia que eu poderia receber. Obrigada, Susanna Clarke. Obrigada, BBC.


Tudo bem, eu já enrolei demais para começar a falar sobre a série em si - mas, a essa altura, você já entendeu que eu não estaria agradecendo a BBC se não tivesse amado os três primeiros episódios, certo? Então, sim: OBRIGADA, BBC. <3 Pelo menos até agora (vai saber o que vem pela frente, certo?), Jonathan Strange & Mr. Norrell, a série, é tudo o que um fã da história original poderia querer. Se você leu e gostou do livro, não precisa mais esperar: pode largar esse texto e ir baixar o primeiro episódio, vai. Mas, se você não leu e está se perguntando se deve ou não assistir à série - ou procurar o livro de uma vez -, continue me acompanhando. Vamos lá.

Mr Norrell nos representa <3
Em Jonathan Strange & Mr. Norrell, a magia sempre existiu - mas não era algo fantástico e restrito a poucos, como em Harry Potter, por exemplo. Era algo cotidiano, conhecido por todos. Nem todo mundo praticava magia, é verdade - mas isso acontecia por opção, ou por falta de aptidão, mesmo. Era como... Música, digamos. Todo mundo sabe que existe. Alguns gostam mais, outros menos. Alguns nascem com um dom para isso - um ouvido musical, um talento para tocar esse ou aquele instrumento. Alguns estudam o assunto até se tornar realmente bons. Outros sabem tudo de música, da sua história, dos artistas, das bandas; amam ouvir - mas nunca tocaram instrumento musical algum. Há músicos melhores, outros piores. Assim era a magia, na Inglaterra de Susanna Clarke - até que, há 300 anos, o mago conhecido como Rei Corvo desapareceu, e, com ele, a magia. Quando a história do livro começa, só existem magos teóricos, mas ninguém efetivamente pratica a magia, faz feitiços ou qualquer coisa mais interessante. Até que um jovem mago teórico, John Segundus, começa a investigar o porquê desse sumiço da magia - e descobre Mr. Norrell, um mago prático e recluso, que acaba sendo convencido a provar sua magia para o país todo ver. Mesmo com uma personalidade antissocial e introspectiva, Norrell se torna uma celebridade, um homem influente e requisitado, após trazer de volta à vida Lady Pole, a jovem esposa de Sir Walter Pole, um conhecido político - e chega a colaborar com o governo no combate a Napoleão Bonaparte. Até que um jovem mago aparece, vindo do interior: é Jonathan Strange, que descobriu seu dom através do misterioso - e aparentemente maluco - Vinculus, um mago de rua, considerado por muitos um charlatão (e que afirma ter em seu poder um livro escrito pelo próprio Rei Corvo, onde há uma profecia que fala sobre o retorno da magia à Inglaterra). Strange pede que Norrell seja seu tutor, e Norrell aceita - mas logo os dois estão competindo por fama e poder, já que são opostos em quase tudo: Strange é aquele músico jovem, que nasceu com um dom para a coisa, que toca punk rock e usa um moicano extravagante, e desperta a ira do tutor, um professor de música clássica, que precisou estudar anos e anos para chegar onde chegou. Strange segue seus instintos e faz magias que nem consegue explicar; Norrell recita de cabeça livros e estudiosos do assunto. Strange quer entender e utilizar a magia antiga, descrita nos livros a respeito do Rei Corvo; Norrell evita e até mesmo teme estes assuntos. Um é emoção; o outro é razão pura, fazendo com que o próprio leitor se questione a respeito de qual é o melhor caminho a seguir.

O mais legal é que a história é uma dessas que não tem mocinhos e vilões bem definidos - os personagens são complexos demais para isso. Eu sempre torci por Strange, apesar de meu personagem favorito estar do lado de seu adversário, mas conheço muita gente que acha que o herói mesmo é Norrell. E isso tudo é só a base da coisa: a história se desdobra nos salões de Esperança Perdida e em seu proprietário, o Cavalheiro dos Cabelos de Algodão - um tipo sinistro e distorcido de fada -; na aparente loucura de Lady Pole, que não é a mesma desde que foi trazida de volta do mundo dos mortos; nos mistérios e na leitura de tarot de Childermass, o inteligente e devotado criado de Norrell; no amor entre Strange e sua esposa Arabella; nas profecias e aparentes loucuras de Vinculus; na ascensão do mordomo Stephen Black à condição de nobreza em Esperança Perdida; nas guerras napoleônicas; no alpinismo social de Drawlight e Lascelles, que fazem de tudo para se aproveitar do sucesso dos dois magos - e, mais que tudo, na história de John Uskglass, ele mesmo, o Rei Corvo. São tantos detalhes, e tão perfeitamente entrelaçados, que você chega à última página se perguntando como diabos Susanna Clarke não se perdeu na própria trama. Não é à toa que ela levou dez anos para finalizar o livro.


Talvez esse seja o único problema do início de Jonathan Strange & Mr. Norell, a série: é muita coisa para contar - e qualquer livro grande deve ser um desafio para qualquer roteirista. Você chega a ficar zonzo no primeiro episódio, com a velocidade com que as coisas acontecem; mas é compreensível: a narrativa praticamente pula o blablablá e vai direto para a sequência em que as coisas começam a acontecer - quando Mr. Norrell, para provar suas habilidades mágicas, faz as estátuas de pedra da Catedral de York andarem, falarem e cantarem. A produção caprichou nos efeitos especiais (assim como nos figurinos, nas maquiagens, nos cenários) - o segundo episódio conta até com uma frota linda de navios feitos de chuva. <3 Mas o seriado já me ganhou nos primeiros minutos, por suas cores, suas imagens, seu estilo de narrativa - por conseguir, em resumo, recriar muito bem aquela atmosfera meio indescritível de que eu falei lá no começo. E, para quem se incomoda demais com mudanças em relação à história original, Jonathan Strange & Mr. Norrell tem sido um alívio: apesar de apressar um pouco uma coisa ou outra, ou inverter a sequência de alguns fatos, o roteiro não mutila nada, não distorce personagens, não muda radicalmente os acontecimentos. É rápido, sim - mas é um rápido fiel ao original, tanto nos o quês quanto nos comos.

Lady Pole voltando à vida
O Cavalheiro de Cabelos de Algodão e Stephen Black
E esse elenco maravilhoso? <3 Acho que ninguém é muito conhecido do público mais acostumado ao cinema hollywoodiano (como, bem, eu); tirando Eddie Marsan, que interpreta Mr. Norrell, e que eu já tinha visto em filmes como V de Vingança e Sherlock Holmes (aqueles dois com o Robert Downey Jr). Bertie Carvel não bate com a descrição física de Jonathan Strange, e criou um personagem um pouco mais teatral do que eu imaginava (perdoável, considerando-se que ele é um ator principalmente de teatros e musicais), mas me conquistou fácil. Marc Warren pode estar bastante diferente sob os cabelos e a maquiagem do Cavalheiro dos Cabelos de Algodão, mas é um rosto mais conhecido da TV britânica - e está perfeito no papel do personagem (que, enquanto lia o livro, eu imaginava parecido com o David Bowie). Apaixonada que sou por Childermass, eu estava morrendo de medo de ver uma das minhas paixões literárias da adolescência arruinada na adaptação para a TV, mas o ator Enzo Cilenti (de O Diário de Um Jornalista Bêbado, A Teoria de Tudo, Guardiões da Galáxia; e que agora também está em Game of Thrones, no papel de Yezzan, o mercador que comprou Tyrion e Jorah) ganhou meu coração: intrigante e charmoso na medida. <3 Paul Kaye está fantástico no papel de Vinculus; Edward Hogg parece nervoso como John Segundus deveria ser; e Vincent Franklin rouba a cena com seu irritante Drawlight. E ainda temos Charlotte Riley como Arabella; Alice Englert como Lady Pole; Samuel West (de Howards End) como Sir Walter Pole; Ariyon Bakare como Stephen Black; John Heffernan como Lascelles; e Richard Durden como Lord Liverpool (outro personagem histórico aproveitado por Susanna Clarke) - todos muito bem escolhidos para seus papéis.

Olhem para o Childermass. COMO não amá-lo?
Espero de verdade que o ritmo da série se mantenha - embora tenha um pouco de receio em ver como eles vão conseguir adaptar um livro de 800 páginas para uma série de apenas sete capítulos. Devia ser mais: setenta capítulos, sete temporadas, que seja. Ou talvez isso seja só a minha vontade de ver Jonathan Strange & Mr. Norrell durar mais tempo. Seja como for, uma descoberta que eu fiz enquanto escrevia este texto já me deixou muito, muito feliz: parece que Susanna Clarke está atualmente escrevendo um novo livro, que se passa alguns anos depois do fim do original - quem leu sabe que as últimas páginas deixam muito bem espaço para uma continuação, sem forçar a barra. E o melhor: a nova obra deve ser focada nos personagens secundários da trama, como Vinculus - e meu Childermass. <3 Só não demora muito, Susanna Clarke. Por favor.

Quem está acostumado a trabalhar com séries todos os dias, como é o meu caso, cansou-se de ouvir falar da estreia de "Wayward Pines" na televisão. Estreia mundial, cartazes em todo o lado, uma coisa que até a mim espantou. Jesus, esta série devia ser feita de ouro, para ter tamanha importância! Claro que eu tinha que ver, nem deixava a minha alma descansar em paz se isso não acontecesse. Mas se há coisa que nunca devemos fazer nestes casos é elevar as expectativas, porque o mais certo é que a série não vá valer nada e eu vou querer escrever para o canal que criou aquilo e pedir de volta os meus 45 minutos de vida que gastei ali.


Ethan é o personagem principal desta história. Ele é um agente dos serviços secretos que passa por Wayward Pines à procura de dois colegas de trabalho que desapareceram naquela cidade. Eu ia nesta parte do episódio e não fazia ideia da estranheza que por ali vinha. Comecei a ver como as coisas eram quando Ethan acaba num hospital que se pode definir bastante bem como macabro e, apesar de conseguir sair, parece que anda feita bola de pingue-pongue naquela cidade. 

(esta enfermeira tem tão cara de maníaca, Jesus Christ!)

Tudo é muito e confuso e, sobretudo, muito estranho! É impossível conseguir perceber naquele episódio o que acontece ali, mas que todos são maníacos naquela cidade não tenho qualquer dúvida! Para além de que me arriscaria a dizer que eles moram numa realidade paralela, numa espécie de Under the Dome sem redoma e onde tudo parece extremamente controlado por esses moradores maníacos. Sem querer entrar em grandes spoilers, há para ali alguma macumba que faz com que as pessoas não possam sair e que faz com que essas mesmas pessoas achem que as coisas se passam de forma diferente do que era suposto. Enfim, é como se eles morassem noutro planeta, com regras próprias, evitando todo e qualquer contacto com o exterior. 


A quantidade de personagens mentirosos é de bradar aos céus, acreditem! Parece que tirando as pobres almas que em muito se assemelham a Ethan (sim, ele não está abandonado) todos têm uma forte tendência para mentir. E ninguém é muito bom nisso. "Ah, as suas coisas estão com o xerife", "Ah, diga-me o seu nome da sua colega, eu vou checar". Tipo, parem de mentir na minha cara! Bestas desgraçadas, o homem está ali desesperado e vocês são assim sem vergonha? Não há direito. Não há condições. Se não tivesse demasiado amor à minha televisão tinha-a esmurrado. 


Fico sempre com medo com a publicidade desmedida, mas neste caso justificou-se. Este foi um dos melhores pilotos que vi este ano. Confuso como jamais vi, com tanta coisa por explicar que me dá dor de cabeça, mas com muito, muito potencial. É macabro, é intrigante, é ilógico... basicamente é o que me põe a ver uma série. Com certeza vou acompanhar. E com certeza vou aconselhar, porque aquela confusão agradável que fica na cabeça é óptima para qualquer fã de séries. Portanto, se são fãs de ficção científica, se gostam de séries com pessoas com lavagem cerebral e se gostam de chamar nomes às personagens, esta é a vossa série! 

É melhor verem o trailer!

(São todos loucos, não são? Também me pareceu)

Anunciado já há algum tempo pela CW, The Messengers teve data de estreia, foi adiada, foram saindo trailers, mas a verdade é que as expectativas foram baixando ao longo do tempo. Pessoalmente, quis ver esta série por ter um actor português, o Diogo Morgado, caso contrário talvez nem me tivesse dado ao trabalho. Mas o homem vale sempre a pena:


Sinceramente, acho que para pilot, não foi muito aliciante. O episódio não foi mau, mas limitou-se a andar à volta da vida das personagens, por forma a conhecê-los. Isso é importante, obviamente, mas faltou algum ponto chave, um ponto de arranque para a temporada. Porque ver o Diogo Morgado cair do céu e a dar poderes a uns quantos desconhecidos é simplista demais. Claro que fica a curiosidade para saber o que vai acontecer, mas faltou o momento wow. Foi demasiado morno. 


Mas vamos lá conversar sobre a história da série: um corpo vindo sabe-se lá de onde cai na Terra, provocando uma cratera e uma consequente onda de energia que atinge algumas pessoas. Essas pessoas morrem. Ou mais ou menos. Elas voltam, e quando voltam são os heróis da nova geração. As questões que ficam no ar são bem óbvias: quem é o ser que caiu? Porque é que deu asinhas às pessoas? E porquê àquelas pessoas em particular? Para além de que... porque é que parece que ele de alguma forma quer ajudar? É que a imagem com que eu fiquei dele é que aquele não é um ser muito amoroso. Aliás, até há quem diga que o ser caído é Lúcifer, mas eu ainda não me consegui decidir acerca disso. Se ele for Lúcifer, tenho umas quantas piadas para fazer.

Hot Jesus vs Hot Devil ôô
(Para quem não sabe, o papel que tornou o Diogo famoso foi o de Jesus,
em The Bible, e mais tarde recebeu o nome de Hot Jesus)

Podem achar que sou tendenciosa ao dizer que a personagem do Diogo Morgado é a mais interessante, mas não sou. É óbvio que o senhor vestido de mecânico que sabe tudo sobre todos é o personagem mais interessante. Em relação aos personagens com asinhas, Joshua e Vera foram para mim os mais interessantes, talvez porque tivemos um maior vislumbre das suas vidas pessoais. Mas foi tudo tão vago que nem sei muito bem o que mais dizer sobre eles.


Para a maioria dos que costumam discutir sobre séries, é óbvio que esta já foi assassinada pela CW antes mesmo de ter começado. O facto de a estreia ter sido adiada para tão tarde e a série ir para o ar numa hora com muita concorrência já faz prever um provável cancelamento. As fracas audiências do primeiro episódio ditam o mesmo futuro. Sinceramente, irei acompanhar a série porque tenho um coração patriótico, mas não sei até que ponto ela irá valer a pena. Não a aconselharia de primeira, de certeza, especialmente quando acho que vai ser cancelada, mas também não a desaconselho, porque é muito difícil prever o que vem daqui. Bem, se gostam de séries com este tipo de misticismo, o melhor mesmo é experimentar!