Se o Batman tem seu Robin, o Arqueiro Verde tem o Ricardito e Ricardita. Vamos conhecer mais sobre o "parceiro-mirim" do vigilante verde de Starling City, e suas versões na série Arrow. Além de dois vilões da primeira temporada!





ATENÇÃO: Essa publicação contém spoilers gigantes caso você não esteja em dia com a série!


Ricardito / Arqueiro Vermelho / Arsenal
Speedy / Red Arrow 


Roy Harper surgiu nas HQs, numa época que seguindo o sucesso do Robin, os heróis começaram à ter seus “parceiros-mirim”. Foi então criado o Speedy do Arqueiro Verde, que recebeu no Brasil o nome de Ricardito (um dos parceiros do Robin Hood). O parceiro mirim de Oliver Queen tem grandes diferenças entre as duas mídias: enquanto em Arrow sua história se resume a ser um garoto de rua com habilidades de sobreviver e um estilo "parkour" de lutar, nas HQs é mais aprofundada; Seu pai morreu e ele foi educado por um nativo americano navajo, com o qual aprendeu as habilidades de arco. Um dia conheceu Oliver Queen, competiram para ver quem era o melhor arqueiro; perdeu, mas mesmo assim tornou-se o "Robin" do Arqueiro Verde.

Roy é membro dos Jovens Titãs (basicamente uma “Liga da Justiça Júnior”), ao lado de Robin, Kid Flash, Aqualad e Moça Maravilha. Depois foi membro de outras equipes como Esquadrão Suicida, Checkmate e Renegados. Teve uma vida pessoal tumultuada: foi viciado em heroína, teve uma filha com a vilã Lince, descobriu que era descendente do vilão imortal Vandal Savage e teve o braço arrancado pelo vilão Prometeu (que também destruiu metade de Star City).

Estes problemas o fizeram mudar algumas vezes de codinome. Após ser expulso por Oliver pelo vicio em heroína, deixou de ser Ricardito e tornou-se Arsenal. Após perder o braço e querer abandonar a vida de herói, supera e volta como Arqueiro Vermelho.

Mas tudo isso no mundo pré-reboot. No mundo dos Novos 52 ele foi um parceiro do Arqueiro Verde, mas o deixou após uma briga entre os dois já que ele se tornara um alcoólatra.  E agora como Arsenal, ele é parceiro do Capuz Vermelho (Jason Tood, o segundo Robin) e Estelar (uma poderosa alienígena). Juntos são os Fora-da-Lei, um grupo que não segue muito a moral e ética dos outros super-heróis. 

Como podem ver, nada disso faz parte da história do Roy Harper de Arrow. Podemos dizer que, no máximo, o vício em heroína/álcool foi substituído pelo Mirakuru, a droga que dava super-força e deixava os personagens loucos. Como Thea Queen não existe nas HQs, suas namoradas foram várias, da Moça Maravilha até a atual Estelar.

Suas vestimentas passaram por várias fases, assim como os codinomes, sendo a mais semelhante durante a época de Arqueiro Vermelho. 

Na série, Roy só foi chamado oficialmente de Arsenal, embora tenham se referido a ele como o Arqueiro Vermelho pela mídia do universo da série.

Ricardita
Speedy


Na série, como explicado, Roy Harper nunca foi o "Speedy" dos HQs, sendo esse codinome na verdade o apelido de infância da irmã mais nova de Oliver, Thea Queen. Mas antes de falarmos dela, precisamos falar da segunda parceira do Arqueiro Verde nos quadrinhos, Mia Dearden.

Como pudemos notar pelo drama pessoal de Roy Harper e seus problemas com drogas, as HQs do Arqueiro Verde sempre tiveram um papel interessante em causas sociais, e a introdução de Mia é bastante expressiva. Ela era uma menina que era abusada pelo pai, fugiu de casa e virou prostituta. Após quase ser estuprada por um político, ela é salva pelo Arqueiro Verde, que a ajuda. E por insistência dela, ele aceita treiná-la para tornar-se uma vigilante. Tempo depois é revelado que ela é HIV positivo. 

Uma super-heroína com AIDS e um passado horrível é bastante interessante e valioso em conscientizações sociais. 

Thea não teve essa vida dolorosa, sendo uma menina riquinha com problemas com drogas, mas com o passar das temporadas revelou ser uma pessoa extremamente forte. Deixou de ser uma menina birrenta e cresceu como uma empresária dona do clube noturna “Verdant”, e muito mais como veremos daqui a pouco.

Sua trajetória é assolada de mentiras e revelações.  Descobriu que seu pai verdadeiro era o criminoso Malcolm Merlyn (e que manipularia sua mente para tornar-se uma assassina), que seu irmão, Oliver Queen, e seu namorado, Roy Harper, eram vigilantes e que sempre esconderam isso dela. Essas descobertas formaram um caráter furioso, e a fez procurar o pai para treiná-la tanto em superar a dor quanto a lutar.

Na minha opinião, Thea é a personagem que mais cresceu na série, e fico feliz que agora ela irá receber o manto da “Speedy” e juntará na proteção de Starling City.

Ela já vestiu o uniforme de “Arqueira” mas ainda com predominância do vermelho, esperamos que receba os tons amarelos presentes na vestimenta da Mia Dearden.

E por fim, uma pequena curiosidade, quando Thea estava escondida em Corto Maltese, usou o nome falso de Mia, além de ter revelado que o nome dela do meio é Dearden.
 
Gangue do Royal Flush
Royal Flush Gang 

Nas histórias em quadrinhos, existiram várias versões da Gangue. A primeira foi criada pelo Professor Amos Fortune, com cinco membros baseadas na movimento do pôquer que usa as cartas: Ás, Rei, Valete, Rainha e Dez. Depois de vencida pela Liga da Justiça, a gangue ressurgiu em tempos e tempos, bancada sempre por outros vilões. Mas, basicamente tendo os cinco membros usando fantasias que representavam seus naipes, voando em cartas flutuadoras e lançando baralhos cortantes. Em algumas versões o Ás é um robô extremamente forte.

Uma reviravolta interessante das versões da gangue é nas HQs do Superman, quando mostra que ela cresceu e agora está espalhada pelo Estados Unidos inteiro, cada cidade tendo um baralho completo de membros com 52 indivíduos representando todos os naipes do jogo.  

Eles ainda não tiveram uma história depois do reboot.

Já na série, retire as fantasias, as cartas voadoras e troque pela família Reston, que após o patriarca ser demitido das Indústrias Queen, tornam-se ladrões de banco. Eles usam máscaras de hóquei com símbolo de cada naipe desenhado nela.  No episódio, o Rei é morto, Ace é preso e o resto foge. A Gangue voltaria aparecer num episódio da série The Flash, mas nada indica se são os fugitivos de Arrow ou, seguindo a tradição das HQs, uma nova versão.

Vagalume
Firefly

Nos tempos mais ingênuos das HQs, o vilão Garfield Lynns era um especialista em efeitos especiais que usava luzes e ilusões para realizar seus crimes. Nos tempos mais recentes, sua história foi mudada para um piromaníaco que usa fogo em si para os crimes, tendo uma vasta coleção de equipamentos de lança-chamas à granadas incendiárias, tudo protegido por uma roupa especial. Além disso, possui asas presas no seu braço que usa a fumaça quente dos incêndios que provoca para voar, embora alguns casos tenha uma ajuda de um jet-pack.

Em Arrow, toda sua história foi modificada, Garfield agora é um ex-bombeiro que sobreviveu ao incêndio após negligência de seu capitão, quando recupera inicia uma onda de vingança contra seu antigo pelotão de bombeiros. Ele usa equipamentos mais simples para atear fogo e uma roupa anti-chamas.  Sem as asas, sua relação com o Vagalume é a tatuagem que o pelotão tem no braço. 


No próximo capítulo de Flash, falaremos da Caitlin Snow e seu noivo, o Nuclear. Além dos vilões Capitão Frio e Plastique.

Chá branco, chá verde, chá preto, até amarelo - se todo chá de verdade é feito da mesma Camellia sinensis (conforme eu falei no último texto da série ;)), qual é a diferença entre todos estes tipos? O que distingue um chá do outro é o seu processamento: o arbusto da planta do chá é sempre verde, e suas folhas, depois de colhidas, oxidam rapidamente se não forem secas - é como a cevada, aquela da cerveja, quando passa pela "maltização", e as folhas vão ficando cada vez mais escuras, assim que a clorofila começa a se quebrar. Os diferentes chás, portanto, são produzidos através da escolha do momento exato em que se vai interromper o processo de oxidação, removendo a água da planta e secando as folhas, através de aquecimento. Algumas pessoas usam o termo "fermentação" para descrever esse procedimento; embora, a rigor, nenhuma fermentação aconteça, já que a planta não é digerida por micro-organismos.


Assim, cada chá é originado das folhas de Camellia sinensis em um grau diferente de oxidação - o que interfere na cor, no sabor e até mesmo nos níveis de cafeína e outros componentes de cada chá. Os mais conhecidos são os seguintes:

Chá branco - O chá branco é feito com folhas jovens, brotinhos mesmo, com até 2,5 centímetros de altura, que não sofreram efeito de oxidação - geralmente os botões são protegidos da luz do sol, para prevenir a formação de clorofila. As folhas são secas naturalmente, sob o sol, e perdem cerca de 20% da umidade, o que suaviza o sabor herbal e o cheiro de grama, e mantém altas concentrações de substâncias benéficas para a saúde: o chá branco é antioxidante e melhora a imunidade do organismo. Também tem menos cafeína (cerca de 35mg por xícara), então pode ser consumido a qualquer hora do dia. Entre os tipos "básicos" de chá, este é o mais delicado, e também o mais caro. A água usada na preparação deste chá - assim como do chá verde - não precisa ser fervida, apenas aquecida. O tempo de infusão ideal fica em torno de cinco minutos. Pode ser tomado gelado (como é preferência nos Estados Unidos, por exemplo, onde 85% de todos os chás são tomados assim); e, por ser levemente doce, geralmente dispensa adoçantes, mesmo para quem não curte o sabor amargo das variações mais fortes da bebida. Os acompanhamentos ideais são alimentos mais leves e frescos, como arroz e saladas, além dos cítricos, como sobremesas com limão e laranja.

Chá verde - A oxidação é interrompida com calor, através da quebra da estrutura molecular, quando as folhas são colocadas em bandejas quentes (o método mais tradicional na China) ou aquecidas com vapor (segundo a tradição japonesa). A planta perde cerca de 50% da umidade e murcha, ficando macia o suficiente para ser enrolada. O chá verde é famoso por ajudar na perda de peso, mas também diminui a pressão e o colesterol, além de fortalecer unhas e cabelos. Também tem pouca cafeína, como o chá branco - mas, diferente dele, que não é exatamente branco, é mesmo bem verde, então é difícil de confundir. O tempo de infusão deste chá pode ser um pouco mais curto que o da maioria dos outros tipos - geralmente, cerca de dois minutos são o suficiente. Fica muito gostoso misturado a limão, mel e gengibre - separados, ou até mesmo em diferentes combinações. Vai bem com bolos de frutas, como banana e maçã, especialmente se estes levarem especiarias na receita, como canela; e também equilibra bem pratos mais salgados.

Oolong - Menos conhecido no Brasil, o oolong é um intermediário entre o chá verde e o chá preto, semi-oxidado. Teve sua origem na região das montanhas de Wu Yi, na China; e hoje é produzido com métodos variados: entre as técnicas de oxidação - e de interrupção dela - estão a fricção das folhas frescas em bandejas de bambu e a torra da planta sobre carvão vegetal. Em seguida, as folhas são enroladas e soltas diversas vezes, uma a uma - uma técnica que exige habilidade e paciência -; até ficar no seu formato característico, fino e curvo, que, dizem, deu origem ao seu nome: "oolong" significa "dragão negro" em chinês. Esta variação traz os mesmos benefícios para saúde que os chás branco e verde, mas tem mais cafeína: cerca de 50mg por xícara. Acompanha bem sobremesas mais doces, como cheesecake - e, para os que gostam de uma combinação mais exótica, também vai bem com queijos.

Chá oolong
Chá preto - Alguns fãs de chá preferem a denominação "chá vermelho", que é a tradução literal da expressão chinesa para este tipo de bebida. Completamente oxidado, este chá tem um sabor forte, encorpado, com alta concentração de cafeína (cerca de 60mg por xícara); e é curiosamente pouco consumido em seu país de origem. É bom para ser consumido após as refeições - tanto por dar aquela acordada, como o café, quanto por ser um excelente digestivo. Para sua produção, as folhas murcham no calor por até 18 horas. O método tradicional de produção do chá preto era o único usado até 1973, quando foi criado o CTC ("crush, tear and curl", ou seja, "esmagamento, rasgo e enrolamento"), processo feito por máquinas, geralmente utilizando folhas de menor qualidade - e normalmente vendido em saquinhos no supermercado. No caso do chá em pó ou em folhas, é melhor esperar a água ferver completamente antes de adicioná-lo, e deixá-lo em infusão por cerca de cinco minutos. Muita gente prefere consumir este chá gelado, especialmente misturado a frutas cítricas como limão e bergamota - uma opção bem refrescante. Se for tomar acompanhando o lanche da tarde, prefira um alimento com um sabor mais marcante - um bolo integral ou com nozes, por exemplo -, já que o gosto do chá já é bem forte. Também vai bem com chocolate, que equilibra o gosto amargo da bebida.

Além das quatro variações básicas, estão disponíveis no mercado alguns tipos de chá menos usuais:

Pu-erh - Muitas vezes este chá é considerado um tipo de chá preto, mas essa classificação é incorreta. O Pu-erh é um chá fermentado (esse, de verdade: a fermentação desta bebida é resultado da ação de bactérias) e envelhecido, e pode ter mais de 50 anos quando finalmente for considerado próprio para consumo. Atualmente existe um método que acelera o envelhecimento natural do produto, produzindo uma bebida de menor qualidade, vendida em saquinhos - e popularmente conhecida como "pu-erh cozinhado". Já o pu-erh tradicional é o mais apreciado de todos os chás na China: depois de tratadas, as folhas são prensadas em moldes e conservadas em blocos ou tijolos - também chamados de "bolos" ou "prismas". Considerado um chá medicinal em seu país de origem e utilizado na cerimônia do chá chinesa (que é diferente da japonesa), o pu-erh é catalogado de acordo com a qualidade das folhas e seu ano de produção, como se costuma fazer com vinhos - algumas pessoas chegam a colecioná-los, já que o chá não estraga. É preparado em água muito quente, às vezes até fervendo, e tem um sabor denso, amadeirado e terroso. Podem ser verdes (quando são chamados de "sheng") ou pretos ("shu").

Um "bolo" de pu-ehr
Chá amarelo - É um chá raro - a técnica de produção é parecida com a do chá verde, mas tem uma fase de secagem mais demorada. Poucos produtores de chá na China fazem este tipo de bebida, que, no país, é famosa por ser servida na corte imperial. Pouco oxidado, o chá amarelo é lentamente torrado sobre o carvão vegetal, em uma técnica que pode levar até 72 horas para ser concluída. São leves ao estômago, e seu sabor e aroma misturam o herbal das folhas fresquinhas com notas de especiarias.

Além destes, há ainda o chong cha (esta bebida, cujo nome pode ser traduzido como "chá quente", é feito a partir das sementes da Camellia sinensis, em vez das folhas. É usado na medicina chinesa, para lidar com o calor do verão e curar gripes); o kukicha ("chá de inverno", feito de galhos e folhas verdes da planta, tostado a seco sob o fogo; muito popular na medicina tradicional japonesa); o lapsang souchong (um chá preto que é seco usando fogueiras de pinho); o chá rize (chá preto bastante forte, feito na Turquia, tradicionalmente servido com açúcar); e os chás aromatizados (também chamados de "chá de flor", são chás brancos ou verdes, misturados a flores durante a etapa de secagem; tradicionalmente jasmim, mas também rosas e outras espécies perfumadas. Delicados, são muito saborosos quando tomados gelados, e acompanham bem pratos com sabores fortes e picantes. Às vezes as flores são deixadas na bebida, como decoração - e, por ser visualmente atraente, o chá de flor é usado como um chá de boas-vindas na China). Existem ainda outras bebidas e ervas que são conhecidas como "chá", ou consumidas em substituição dele; como a erva-mate (arbusto cultivado principalmente na Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil; e bebido tanto no chimarrão quanto no mate gelado), o rooibos (uma planta avermelhada, originária da África do Sul, que produz uma infusão parecida com a do chá preto) e o honeybush (um "parente" mais doce do rooibos).

Todos estes tipos são normalmente vendidos como chás simples, mas também existem os blends - ou seja, misturas de vários chás, ou de chás a outros componentes, como frutas, flores, especiarias e outras ervas. O famoso massala chai, da Índia, por exemplo, é aromatizado com especiarias, como gengibre, cardamomo, canela, cravo, louro e pimenta. O Earl Grey, um dos mais tradicionais na Inglaterra, é uma mistura de chás pretos, com adição de essência de bergamota. E existe até o jagertee, um chá que leva rum na preparação - isso para ficar em apenas alguns exemplos. Embora muitos experts defendam que o chá nunca deve ser adoçado, muita gente prefere consumir o seu com açúcar, mel ou até mesmo geleia de frutas; além de limão ou leite. O leite, aliás, é motivo de discussão: enquanto alguns afirmam que o "correto" é misturar o chá já pronto ao leite, outros escolhem preparar o chá no próprio leite, em substituição à água. Vale experimentar para ver qual é o seu método favorito. ;)

Nos próximos textos eu vou falar um pouco sobre os meus blends favoritos - além de acessórios, marcas e lojas perfeitos para quem é fã de chá. <3 Ah: esse texto (ou parte dele) foi escrito tomando uma xícara de chá branco puro, adoçado com mel - que, de tão docinho, serviu quase como minha sobremesa depois do almoço. ;x
Quotando a wiki da empresa: "A Netflix revolucionou a produção de séries de TV fazendo o oposto do que fazem os estúdios tradicionais. A empresa não interfere no conteúdo das séries. Se o roteiro for aprovado, vão direto para a etapa de produção, eliminando o tradicional processo de desenvolvimento, em que a série tem de se adaptar ao estúdio. As séries são realmente originais.
Também, enquanto os canais de TV mantêm a audiência cativa lançando um episódio por semana e com pausa no meio das temporadas, a Netflix deixa todos os capítulos disponíveis de uma só vez. Os espectadores assistem quando e o quanto quiserem."


Por isso, a Netflix vem ganhando cada vez mais e mais destaque no quesito "produção de séries". House of Cards foi o primeiro sucesso estrondoso, seguido da maravilhosa Orange is the new Black (que é tão <3 que até kinda of inspirou o nome do blog que você está lendo agora). Muitas outras foram lançadas nesse meio tempo como BoJack Horseman, Hemlock Grove, Marco Polo, Unbreakable Kimmy Schmidt, Bloodline, Marvel's Daredevil; e as canceladas por outros canais, mas que ganharam novas temporadas pela Netflix, como Arrested Development, The Killing e Star Wars: The Clone Wars, só para citar as mais famosas.


Não assisto a todas, mas se foram renovadas, prova-se que ganharam o carinho do público. E para ganhar o carinho do público elas precisam ser ótimas, porque, você sabe, essa é uma indústria cruel e se o conteúdo não for bom o suficiente para atrair as pessoas, então não há motivo para gastar dinheiro com isso.

Um dos últimos lançamentos da empresa foi a comédia "fofinha" da terceira idade, Grace and Frankie.


A série é focada nas personagens-título: duas senhoras na casa dos 70 anos, que descobrem que seus maridos, além de amigos e colegas de trabalho há muitos anos, são amantes. E não apenas isso, eles estão apaixonados e querem o divórcio para poderem oficializar a relação deles, agora que o casamento homoafetivo é legal. Depois da revelação, as duas decidem "tirar um tempo" na casa de praia que as famílias dividem, então são obrigadas a conviver uma com a outra.

Grace Hanson, interpretada pela maravilhosa Jane Fonda, é uma mulher fina e elegante da alta sociedade, vista como uma pessoa fria e insensível. Trabalhou muito a vida inteira, construiu uma empresa praticamente sozinha e era dessas workaholics que não dão muita atenção à família. Inclusive, seu casamento nunca foi algo muito "pessoal", apesar dela e Robert tentarem se amar.

A incomparável Lily Tomlin interpreta Frankie Bergstein, e é o completo oposto. Hippie, vegetariana, natureba, mente aberta, amável e apaixonada por Sol, seu marido por 40 anos. O nome dos seus filhos são Coyote e Nwabudike, então você já tem uma ideia do quão maluquinha paz e amor ela é.



Essas duas mulheres têm suas vidas totalmente modificadas quando tudo já parecia certo e definido. As reações delas com a situação são distintas, visto que são pessoas completamente diferentes, mas uma acaba apoiando e dando força à outra nesse momento delicado, e a amizade que surge é inevitável.

O humor da série é leve e apimentado, sarcástico... e eu diria até mesmo um pouco negro.

Os filhos têm seus próprios conflitos, tanto em seus círculos pessoais quanto entre eles mesmos. Minha preferida é Brianna Hanson, filha de Grace e Robert. Ela é uma mulher forte, determinada, com um humor totalmente ácido. É também bastante solitária, mas se não fosse isso, não teríamos os momentos mais memoráveis da série (eu acho, pelo menos).



O relacionamento de Robert e Sol também é uma graça - mesmo sendo dois babacas que enganaram as esposas durante vinte anos... mas vá lá, é compreensível pela época e sociedade na qual eles viviam.



Assisti a série toda em uma semana, acho. Não sei o motivo de ter enrolado tanto, porque além dos episódios serem curtinhos, com cerca de 25 minutos, dei muita gargalhada e poderia muito bem ter visto tudo em um dia só.

Então fica aqui minha recomendação de hoje: Grace and Frankie, para relaxar, dar risada e pensar sobre o futuro. Bom divertimento! o/
Quando estudamos Renascença na escola, acreditamos que a ciência vinha como inimiga da religião, como se tivesse o objetivo de negar o passado e construir um novo futuro. Usamos o exemplo do centro do Universo: como se a religião insistisse que o centro era a Terra e a ciência contradizendo com o Sol. Mas isso não é uma grande verdade em várias áreas na esfera da ciência, em muitas delas ela servia mais para comprovar aquilo que já era acreditado, e entre elas a sensualidade humana.


Por isso, não é espanto como cientistas começaram a criar argumentos para condenar a masturbação que a religião tanto já abominava. Usando o termo religioso, o Dr. Balthazar Bekker lança em 1716 o panfleto: "Onania, ou o hediondo pecado da auto-poluição e todas as suas assustadoras consequências, em ambos os sexos, considerado: Com aconselhamento espiritual e físico para aqueles que já feriram à si mesmos com essa prática abominável".

E além deste título pequeno, vinha uma lista bem abrangente dos males que poderiam causar àqueles que se masturbavam, como problemas estomacais - que podiam variar da perda de apetite ou fome voraz -, além de náuseas, vômitos, tosse, rouquidão, impotência, falta de libido, magreza, palidez, espinhas, perda de memória, ataques de raiva, epilepsia, febre, burrice e até suicídio. Ou seja, se você tivesse alguma destas coisas, obviamente era porque se masturbara.

Outros cientistas confirmaram isso anos depois, como o médico inglês Robert James no livro "A Medicinal Dictionary" de 1743; o suíço Samuel-Auguste Tissot no "L'Onanisme" de 1760; e o americano Benjamin Rush num capítulo de "Of the Morbid State of the Sexual Appetite", de 1812. Poderia ficar relatando livros e tratados que condenavam totalmente a masturbação, ou condenando quem fazia ou mostrando as "assustadoras consequências", por horas.  Até filósofos como Kant e Rousseau decorreram como o ato era prejudicial.

Não seria de se espantar que os governos, até então embasados com essas evidências científicas, tentassem proteger seus cidadãos. E uma forma era punir o ato para que ninguém fosse prejudicado. Por exemplo, no estado de Connecticut, nos EUA, durante o século XVII, era condenado à morte quem se masturbava. Na Inglaterra, as calças dos meninos eram costuradas de uma forma que eles não conseguissem tocar o pênis pelo bolso. Vários lugares proibiram meninas de andar de bicicleta ou a cavalo justamente porque induzia a masturbação.

O Dr John Harvey Kellogg, um americano e grande opositor da masturbação, defendia cirurgias para masturbadores, como circuncisão sem anestesia nos meninos, e aplicação de ácido no clitóris das meninas. Além disso, acreditava que uma alimentação mais leve, sem carne, poderia acalmar esses desejos nos jovens, por isso inventou o sucrilho de milho em 1906 (isso mesmo, a empresa do tigre Tony é deste cara).

Esse grande tabu obviamente chegou ao Brasil, tanto que é conhecido o relato do médico João da Matta Machado, em 1875, de que a masturbação devia ser combatida nos internatos de Minas Gerais, e um jeito eficiente era deixar sempre um aluno em vigília enquanto os outros dormiam. Caso ele pegasse alguém em flagrante, acordaria todos e daria um sermão pela prática imunda, para que depois o masturbador sofresse escárnio de seus colegas.

Muitos jovens e adultos de ambos os sexos foram levados para sanatórios, eletrocutados, mutilados, usaram cintas de castidades e outros acessórios incômodos, sofreram humilhações e foram punidos por serem pegos realizando o ato do prazer solitário. Felizmente, isso começaria a mudar no século XX.

Referência para leituras:
Vejam um exemplo destas escritas científicas sobre a masturbação, o "Le Livre Sans Titre" - Leia aqui.
No Brasil, muita gente não vive sem o famoso cafezinho - na hora de acordar, logo depois do almoço, no meio da tarde. Eu nunca gostei. Claro, gosto é gosto - mas café não me desce, a não ser acompanhado de muito leite (e um pouquinho de açúcar, vai). Minha escolha, em qualquer hora do dia ou da noite, sempre foi o chá - pelo qual eu sou apaixonada. <3 Adoro descobrir novos tipos, experimentar novos sabores. Encontrar uma nova loja de chás e acessórios, então, faz minha felicidade por semanas. Claro que eu comecei naquelas: tomando o "chá" de hortelã, de erva-doce ou de erva-cidreira que minha mãe colhia na hortinha de casa e preparava antes de me colocar para dormir. Mas com o tempo eu fui lendo, me informando, experimentando, descobrindo. E hoje não sou só uma adoradora do chá pelo seu sabor, mas também pela tradição. Pela sua história, pelo costume. E aprendi muita coisa interessante.


Para começar, sabia que o chá é a segunda bebida mais consumida do mundo? E só perde mesmo para a água - o café fica em terceiro lugar. Claro que, vivendo no Brasil, país onde o café é paixão e orgulho nacional, é difícil perceber isso. Mas é só lembrar que a China e a Índia, dois dos maiores e mais populosos países do mundo, são também lugares onde todo mundo toma chá - e aí essa informação faz muito mais sentido.

Em segundo lugar: chá é só aquele preparado através da infusão das folhas, flores e raízes da Camellia sinensis, a "planta do chá". Aqui no Brasil, e também em Portugal, estamos acostumados a usar a palavra "chá" como sinônimo de qualquer infusão de frutos, raízes, flores e folhas; principalmente de ervas, como os que eu citei ali em cima: hortelã, erva-doce, erva-cidreira, camomila, ou até maçã, canela, e tantas, tantas outras. Mas o certo mesmo é chamar tudo isso de infusão: chá mesmo, só de Camellia sinensis, uma planta de origem chinesa e indiana - parente da nossa camélia, aquela que dá flores. O que diferencia o chá preto do verde e do branco, por exemplo, não é a planta, mas o modo de preparação. Muitos chás, aliás, utilizam infusões na receita, para fazer novas combinações e criar novos sabores - e fica uma delícia. <3


Os métodos mais comuns de colheita e preparação do chá chegaram até nós através dos portugueses, que foram os primeiros europeus a ter contato com os japoneses, em 1543 - e, claro, foram os orientais que inventaram essa história (tem alguma coisa que eles não inventaram?). As lendas chinesas dizem que o primeiro imperador a beber chá viveu lá em 2737 a.C.; mas o que sabemos mesmo é que, no ano de 805, o Japão já cultivava a Camellia sinensis com o objetivo de produzir a bebida. Na Europa, o chá se tornou popular muito rápido, principalmente entre as classes mais ricas da França e dos Países Baixos - e, depois, na Inglaterra, onde, dizem, a princesa portuguesa Catarina de Bragança, que se casou com Carlos II da Inglaterra, introduziu o costume. A princesa gostava tanto de chás (mulher de bom gosto, essa) que promovia "tea parties", onde a bebida era consumida. Já a tradição do chá da tarde - o famoso "five o'clock tea" - foi criada pela sétima Duquesa de Bedford, no início do século XIX; e hoje em dia os ingleses usam a expressão para a refeição feita no final da tarde, mesmo se você não consumir, obrigatoriamente, chá. No Brasil, a bebida chegou em 1812, com o plantio das primeiras mudas de chá no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. E o chá em saquinhos, como estamos acostumados a comprar no supermercado, só surgiu em 1904, inventado pelos norte-americanos - embora os infusores sejam usados até hoje, como método favorito dos experts no assunto.

Mesmo que na Inglaterra e na maioria dos outros países ocidentais o chá tenha ganhado popularidade como "bebida social", por assim dizer, em seus países de origem, como China, Japão e Índia, ele é tradicionalmente consumido como uma bebida benéfica para a saúde - e até mesmo como algo sagrado, ritualístico. A famosa cerimônia do chá japonesa tem influências do taoísmo e do zen budismo: durante a cerimônia, que pode durar até quatro horas, o chá verde em pó (chamado de matcha) é preparado ritualisticamente e servido aos convidados. O praticante da cerimônia precisa ter um grande conhecimento das artes tradicionais que fazem parte do ritual, incluindo, claro, o cultivo e as variedades do chá - mas também etiqueta, cerâmica, uso de incensos, arranjo de flores, vestes tradicionais japonesas e até de caligrafia. Mesmo para participar como convidado é preciso conhecer os gestos e frases pré-definidos, a maneira de se comportar na sala de chá, e como se servir da bebida da maneira certa, para não fazer feio. Pois é - é um ritual, gente, não um five o'clock tea inglês.


Entre os benefícios do chá estão o fortalecimento do sistema imunológico, por exemplo, o fornecimento de componentes antioxidantes - que previnem o envelhecimento das células -, a melhora da digestão e o aumento da atividade metabólica, o que queima calorias e ajuda a emagrecer. Mas cuidado: o chá tem cafeína, alguns deles quase tanto quanto o café, e pode causar insônia dependendo da quantidade - ou do horário - em que for ingerido. Todos os tipos de chá possuem mais ou menos as mesmas substâncias, mas em concentrações diferentes - resultado dos diversos métodos de preparação -, então é bom pesquisar e procurar aquele mais adequado às suas necessidades. :)

Bom, meu plano inicial era escrever um texto sobre chá aqui no blog - mas aí eu comecei e percebi que, se eu for falar tudo o que é interessante falar, vou escrever um livro. Então, no próximo texto da série, eu falo sobre os tipos de chá - como cada um é preparado, os benefícios e características de cada um, e dicas de como deixar o seu mais gostoso. <3

Btw, esse texto foi escrito enquanto eu bebia um English Breakfast - que, apesar do nome, que nos lembra "café-da-manhã", é um dos meus favoritos para tomar depois do almoço: bem forte, ele é um blend de vários tipos de chá preto, e dá uma acordada daquelas - tipo café, mesmo. Como diz o nome, é um dos mais tradicionais entre os ingleses. ;)
Antes de qualquer outra coisa, vamos ver que A SUMMER SEASON 2015 COMEÇOU e um novo mundo recheado de pilotos fracassados está a bater-me à porta.

(isto claramente porque eu não tenho vida e necessito de pilotos para ver)

Comecei esta summer season a ver uma série que foi pior que tortura, maaaaas depois ganhei juízo e fui ver algo minimamente decente. E foi aí que me apareceu The Whispers.


Minha reacção ao ver a sinopse disto: vou odiar. Minha reacção ao ver a sinopse disto pela segunda vez: oh, parece engraçado, vou ver! E assim se prova que sou bipolar. Mas não tinha mais nada para ver de qualquer forma (odeio esta altura do ano, tenho tipo 3 séries activas, assim morro de fome) e tinha acabado de ver um piloto nojento e horrível (não vejam UnReal - ou vejam, só para depois concordarem comigo), portanto o que podia piorar? Nada, obviamente. Comecei então a ver a série e logo na abertura a minha reacção foi OMFG A LILY RABE ENTRA! Isto porque eu não leio notícias e não sabia que a mulher entrava nisto, apesar de ter sido mais falado do que sei lá o quê. O ânimo foi logo outro.

(como esquecer esta bitch coisa linda?)

Não, ela já não é o Diabo. Agora é Claire, uma inspectora da polícia que é chamada ao serviço após licença por estar de luto pela morte do marido, e que recebe em mãos um caso muito estranho: uma criança tentou matar a própria mãe. Ok, dito assim não soa muito estranho, parece só uma criança com dois parafusos a menos (isto daria uma bela piada por causa da forma como ela tentou matar a mãe, mas não vou dar esse spoiler). Mas as coisas não são assim tão lineares, já que a criança afirma que estava apenas a jogar com o seu amigo Drill e que a única coisa que queria era ganhar. Ah o Drill, esse malandro que merecia ser preso e... oh wait, o Drill não existe. Pois é, o Drill é um amigo imaginário que mandou a criancinha matar a mãe e foi roubar o lugar de Diabo à Lily Rabe. Mas pior, o Drill é omnipresente, porque o desgraçado fala com muitas crianças e sabe tudo da vida delas e está prestes a iniciar uma revolução contra os pais que existem no mundo. Na realidade, acho que o público alvo dele deviam ser os adolescentes, esses de certeza que alinhavam na brincadeira e ainda davam umas dicas (é impressionante como eu seria uma bela colaboradora de Drill).




Portanto o Drill é invisível e fala através das luzes (?) o que só por isso o torna a coisa mais improvável de existir. Juntando isso ao facto de mandar matar mães, é alguém que com certeza não quero conhecer na vida. Ainda bem que nunca tive amigos imaginários. Mas ele deve existir, certo? Mesmo que tenha a capacidade de falar através das luzes (o que mostra que esta criança não sabe o que diz porque aparecem outras crianças a falar com ele de noite e sem estarem à beira de uma lâmpada - achas bem enganar a senhora polícia?) ele existe de alguma forma. Descobrir essa forma é que me atormenta o pensamento, porque se no final descubro que é algo estúpido e cliché como um espírito vou ficar muito chateada. Talvez ele seja um homem com poderes mágicos. Ou um alien. Ou um pássaro que fala com crianças. Ou o Harry Potter coberto com o manto da invisibilidade. Qualquer coisa menos um espírito, pelo amor de todos os santos!


Mas a história não é só Drill e criancinhas assassinas. Como se isso não fosse já suficientemente intrigante e propício a dar asneira, temos outro arco na história tão confuso quanto o primeiro. Toda a gente adora quando aparece um homem na rua com cara de mendigo, coberto de tatuagens e que sabe alguma coisa que os outros não sabem. Toda a gente adora porque a vontade que dá é de dissecar o cérebro do homem até descobrir o que ele tem de importante para a história lá dentro. Pronto, aqui também temos o nosso amigo, que veio tornar tudo ainda mais mindfuck. Obrigada caro colega, eu não estava a achar a história estranha o suficiente, precisava que tu aparecesses e agisses como uma alma penada expulsa do paraíso para ficar ainda mais intrigada.


E esta coisa que todos na série acharam super importante e de grande interesse e eu NEM SEQUER CONSEGUI PERCEBER O QUE É? Será que sou assim tão lenta de pensamento? Aiiiii para a minha vida, parem de me trocar os neurónios, que vou acabar por dar um nó neles todos. De alguma forma esta coisa está ligada ao Drill, e à alma penada, e à Claire, e à novela mexicana de traições e romances que existe e basicamente está ligada a tudo. E a mim isto parece-me uma árvore de um filme de ficção científica (isto quer dizer que o Drill é mesmo um alien?), ainda para mais com eles vestidos com aqueles fatos. 

Claro que vou continuar a ver a série, não é? Não vou permitir que um amigo imaginário chamado Drill que fala através da luz e uma árvore do Star Wars me deixem a morrer de curiosidade. Eu tenho que perceber o que está a acontecer aqui! Infelizmente, algo me diz que isto vai começar a ser estúpido, depois muito estúpido, e depois vira uma comédia. Esperemos que isto não aconteça, porque a sério, a série cativou-me. Temos mais 12 episódios pela frente, daqui a 12 semanas encontramo-nos por aqui para eu contar se gostei, não gostei, ou se entretanto arranquei o cabelo porque isto me deu cabo do cérebro.

(pelo menos não sou a única que fica com cara de idiota nesta série)

E claro, o mundo não faria sentido sem um trailer!